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Médica alerta para aumento de doenças com efeitos do El Niño: “Mais internações”

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 04/08/2026 14:45
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A chegada do fenômeno El Niño acendeu um alerta para a saúde pública. A médica pneumologista Célia Rocha alertou para a gravidade da situação climática atual, ressaltando que os efeitos já estão instalados e que o cenário exige ação imediata de governos, órgãos públicos, mídia e da população.

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O fenômeno traz impactos severos. Segundo a médica, enquanto no Norte e Nordeste a principal preocupação é o calor intenso e a seca extrema, no Sul e Sudeste o padrão se desenha com frio rigoroso e volume excessivo de chuvas.

LEIA MAIS: El Niño: como o fenômeno afeta a saúde e o meio ambiente no Acre

As repercussões não se limitam ao território nacional. O planeta enfrenta uma escalada de temperaturas e episódios climáticos extremos:

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Ondas de calor na Europa: temperaturas extremas atingem países como Itália (35 °C), Londres (40 °C) e Espanha (44 °C), provocando colapsos eventuais no transporte público e mudanças drásticas na rotina.

Degelo acelerado no Ártico: o gelo marinho do Polo Norte está derretendo a uma velocidade duas vezes maior que a média global, elevando o nível do mar e ameaçando áreas litorâneas.

O alerta da Dra. Célia Rocha foca no impacto direto das oscilações térmicas e ambientais sobre o corpo humano. A previsão é de aumento expressivo nas internações e na mortalidade caso medidas preventivas não sejam tomadas de imediato.

“Mais internações, óbitos crescentes, outros sem comorbidade, passarão a serem acometidos com patologias que permanecerão crônicas, levando a um prejuízo imensurável de cunho grave, reduzindo em muito a sobrevida do cidadão”, explica.

A médica explicou sobre o El Niño | Foto: Reprodução

Os grupos de maior vulnerabilidade incluem portadores de patologias pré-existentes, como as doenças respiratórias (asma, bronquite, enfisema, fibrose pulmonar, rinite e sinusite); e condições crônicas e imunossupressão (diabetes, doenças cardiovasculares e insuficiência renal).

A médica adverte que mesmo pessoas sem comorbidades prévias correm o risco de desenvolver quadros crônicos devido ao estresse térmico e ambiental, reduzindo a expectativa e a qualidade de vida. Outro ponto destacado é o impacto em crianças e jovens, muitas vezes expostos a hábitos de vida e de nutrição fragilizados.

“Eu quero lançar um apelo para toda a população, não só da região Norte, do Brasil inteiro. É hora de acordar, gente. O processo já está aí, não temos como engatar a marcha ré. Só tem uma saída, como eu sempre relato nos meus vídeos, é educação, prevenção, vacinação. Por favor, corram para as unidades de saúde, quer de cunho privado, quer de cunho público, e busquem a vacinação. Vacinação maciça da população”, disse a médica.

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