representando o Acre
O novo perfil do magistrado foi um dos temas do programa Brasil Justiça, apresentado por Daise Lisboa. A transformação do perfil do magistrado diante das metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do chamado ativismo judicial foi abordado no programa, que foi ao ar na última sexta-feira (30).
O juiz do Tribunal de Justiça do Acre, Giordane Dourado, integrante da Secretaria de Prerrogativas da AMB, falou sobre a importância do movimento associativo para o esforço da aproximação da magistratura com a população, e também sobre os novos desafios da carreira, nos próximos anos.
Na entrevista, Giordane analisa a postura do “juiz de ontem” e a de “hoje”, e diz que o de ontem se limitava a analisar o processo, enquanto que o atual pode resumir em ‘gestão e integração’, uma vez que o magistrado está, hoje, mais próximo da população.
Outro ponto abordado na entrevista por Giordane foi o aumento das demandas do Judiciário. “Esse é um dos nossos maiores desafios. Trabalhamos com cobrança, cobrança de rapidez, e a quantidade de processos, hoje, é assustadora”, comentou o magistrado, esclarecendo que recebe, por mês, de 600 a 700 processos, e 20 pedidos de liminares, por dia, no Tribunal de Justiça do Acre.
“Isso tem de ser apreciado rápido e temos de solucionar bem o problema. Equilibrar a apreciação rápida do processo com uma boa aplicação é um grande desafio”, ressalta.
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