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Em votação polêmica, advogado de Tião Viana na Lava Jato é indicado a ministro do TSE
O advogado Aristides Junqueira, que defende o governador do Acre, Tião Viana (PT), na Operação Lava Jato, foi indicado a ministro substituto do Superior Tribunal Eleitoral (TSE). Os advogados Admar Gonzaga e Sérgio Silveira Banhos compõem a lista tríplice que seguiu à mesa da presidente Dilma Roussef, a quem escolher um único nome. Aristides obteve 9 votos, enquanto Gonzaga e Banhos obtiveram 11 cada um, durante reunião interna do STF, nesta quinta-feira.
O ministro Marco Aurélio Mello propôs adiar a indicação por conta da inclusão do nome de Aristides entre os candidatos. O pedido foi rejeitado pela maioria dos demais ministros.
A ministra Cármen Lúcia, que também queria adiar a votação, disse que “não há nenhuma confusão entre juiz e advogado”. Para ela, é possível um o advogado sustentar uma causa num tribunal e depois atuar junto como juiz em outra corte.
Viana é investigado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por ter sido citado, em delação premiada, pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. O delator afirmou que R$ 300 mil foram dados como “auxílio” à campanha eleitoral de Tião Viana para o Senado em 2010. Viana, por sua vez, garante que a doação foi registrada e “não tem nada de ilegal”.
O ministro Marco Aurélio chegou a dizer que tem “a maior admiração” por Aristides, mas que quis adiar a votação para confirmar se ele era mesmo advogado na Lava Jato. Questionado se havia alguma resistência a ele pelo fato de atuar no caso, o ministro disse assim respondeu: “é incompatível, ao meu ver. Na minha ótica, as duas qualificações são incompatíveis. Eu apreciaria a conveniência de indicar ou não. Afinal, o leque é muito grande de pessoas que podem ser indicadas ao TSE. Não estamos numa escassez de nomes”.