reformados
As empresas do transporte coletivo que ganharam isenção do Imposto Sobre Serviço (ISS) do Município de Rio Branco apresentaram 14 ônibus usados desde novembro de 2014 como se fossem novos, dentro da cota dos 30 ônibus estabelecido no projeto aprovado pela Câmara de Vereadores como renovação da frota para 2015.
Os ônibus apresentados como novos foram entregues no terminal de Integração da Central de Abastecimento (Ceasa), na presença do prefeito Marcus Alexandre (PT), vereadores e segmentos que compõem o Conselho Tarifário em Rio Branco.
O grande questionamento feito na entrega dos ônibus é que o projeto que isentou as empresas de transporte coletivo se comprometeu em colocar 30 veículos novos nas ruas, sendo 20 este ano e 10 em 2016.

Mas, o que se entregou foram ônibus que estavam circulando há muito tempo na cidade.
Para se ter uma ideia, alguns ônibus apresentados como novos ultrapassavam os 35 mil quilômetros rodados; outros apresentarem danificações externas, deixando visível que não eram novos.
O prefeito Marcus Alexandre disse que os ônibus novos, após chegarem à capital, foram sendo colocados em circulação, ao invés de esperarem a solenidade de entrega oficial do Executivo.
“Colocamos logo os ônibus para circular, contemplando as necessidades da população. Vamos seguir em frente, todos de mãos dadas, por um transporte público cada vez melhor” disse o prefeito Marcus Alexandre.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Acre (Sindcol), Marcelo Cavalcante, relatou o esforço entre todos os setores envolvidos no cumprimento das metas estabelecidas pelo sistema.
“Estes novos ônibus provam isso, que há esforço grande de parte das empresas em melhorar o sistema”, afirmou Cavalcante.
O que não se explicou para a população foi por quais motivos as empresas apresentaram veículos reformados como novos, violando o contrato de isenção.
Os debates sobre o assunto devem repercutir na Câmara de Vereadores de Rio Branco nesta próxima semana.
Os vereadores Marcelo Jucá (PSB), Lene Petecão (PSD), Rabelo Góes (PSDB) e Clésio Moreira (PSDB), que foram contra a isenção das empresas por não verem melhorias no transporte coletivo, devem questionar a entrega dos 14 veículos usados como novos.