Emylson Farias avalia os primeiros três meses de gestão e aponta avanços na segurança

Por Suporte 12/04/2015 às 15:12

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maxresdefaultA integração das forças de Segurança Pública é um dos principais destaques feitos pelo secretário da pasta, Emylson Farias. Durante entrevista à ContilNet Notícias ele faz um balanço das ações da sua área, neste primeiro trimestre da gestão.

Emylson Farias falou também sobre os índices de redução de homicídios, além da grande quantidade de armas e drogas apreendidas durante esse período.

Ele revela ainda as ações que serão desenvolvidas para melhorar o Sistema de Segurança Pública em todo Estado.

Redução de homicídios

Entre 1 de janeiro e 31 de março deste ano, o Acre registrou uma redução em 36,7% nos índices de homicídios registrados nas 22 cidades. Em 2014, 60 pessoas foram assassinadas durante esse mesmo período, enquanto que neste ano o número caiu para 38.

Segundo o secretário, esse número só foi possível graças a uma maior presença da Segurança Pública em áreas com alta incidência de violência e criminalidade.

“O principal fator foi a sintonia que se estabeleceu entre os órgãos de Segurança Pública. Todos eles se enxergando dentro da própria Secretaria. Essa integração foi o catalizador da redução. O elevado número de operações, além do fortalecimento das abordagens, com foco na retirada de ativos criminais, são os outros fatores que possibilitaram isso”, disse Emylson Farias.

Operações Policiais

Duas das modalidades de ações preventivas são as Operações Impactus da Polícia Civil e a Saturação Máxima da Polícia Militar. Emylson lembra que dezenas de bairros e comunidades, na cidade de Rio Branco, foram patrulhados pelas forças de segurança nos últimos três meses. Só a PM, por exemplo, já apreendeu 101 armas de fogo, recuperou cerca de 100 veículos.

Outras 100 operações em áreas urbanas e 76 em zonas rurais foram realizadas neste mesmo período. Segundo o secretário de Segurança, a principal ação se chama Operação Integrada, que envolve as Polícia Militar e Civil, Detran e Bombeiros.

“As operações não apenas vão continuar como vão se intensificar. Em breve, a Força Nacional vai dobrar o efetivo aqui no Acre e ela já está orientada para trabalhar em locais de entrada e saída desses ativos [armas e drogas] que impactam na criminalidade. Nós direcionamos a Força para aquelas áreas que a análise criminal aponta que nós temos que agir”, destacou Farias.

Apreensão de drogas e munições

Em três meses de trabalho, as polícias Civil e Militar apreenderam cerca de 350 quilos de entorpecentes e mais 300 de munições. Emylson explica que essas apreensões só foram possíveis graças à intensificação das operações, aliadas a integração das polícias.

“Tudo isso faz parte do planejamento da nossa gestão. Nós unimos as forças policiais. Além disso, a contratação de novos policiais militares pelo governo do Estado promoveu a busca desse objetivo, que é promover Segurança Pública para todos”, explicou o secretário.

Segurança Participativa

Emylson Farias disse que além das ações de repressão ao crime, a gestão da Segurança busca estreitar relações de parcerias com as prefeituras, sociedade civil organizada e comunidades terapêuticas que cuidam de dependentes químicos.

Representantes das associações de bairros das diferentes regiões da capital estiveram conversando sobre a proposta que busca estabelecer com a comunidade uma relação estratégica de segurança participativa. “É uma diretriz do governo do Estado promover não apenas a repressão, mas buscar a prevenção com o apoio de outros atores da sociedade”, disse Farias.

Aos poucos, as prefeituras do Acre estão sendo convidadas para tratar da criação dos Comads (Conselhos Municipais de Atenção às Drogas). O foco consiste na preparação de leis específicas que fortaleçam esses conselhos. Segundo o secretário, Rio Branco e Xapuri já possuem Comads e a Segurança trabalha junto às câmaras de vereadores para a criação de leis municipais que normatizem os horários de funcionamentos dos bares.

Polícia Comunitária

Sobre essa questão, Emylson Farias afirmou que a proposta da atual gestão é criar no Acre uma política de Polícia Comunitária, cujo conceito é aproximar os policiais e a população. Porém, o projeto ainda está sendo discutido.

“Esse trabalho articulado da Segurança Pública foi discutido com lideranças comunitárias e será coordenado por um delegado da Civil e um capitão da PM. Até o final da gestão, a ideia é alcançar todos os municípios do Estado”, concluiu.

 

Conteúdo Original / Fonte: Anderson Bodanese, Da ContilNet Notícias

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