cheia histórica
Quase 120 mil pessoas já foram afetadas pelas enchentes no estado do Acre. A estimativa é da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec). Para se ter uma ideia, em algumas regiões, os rios estão cerca de quatro metros acima da cota de transbordamento.
Mas, o que chama atenção é uma problemática que o Acre enfrenta nos tempos de enchente: o transporte. É que, mesmo com possíveis sinais de alerta, a BR-364 está sendo usada. No extremo norte, somente os municípios que não possuem qualquer ligação rodoviária com suas capitais e que já estão sob estado de alerta ou de calamidade pública estão impactados pelas enchentes dos rios Madeira e Solimões.

No Amazonas, por exemplo, o primeiro secretário da SETCAM (Sindicato das Empresas de Agenciamento, Logística e Transportes Aéreos e Rodoviários de Cargas do Estado do Amazonas), Augusto Neto, orienta os transportadores de carga a não aceitarem novos serviços de fretes a longo prazo.
O transporte de cargas e pessoas está sendo feito com o auxílio de balsas e outros tipos de embarcações fluviais.
Uma das cidades afetadas com a cheia do rio Acre foi Brasiléia, a 220 quilômetros de Rio Branco, na fronteira com a Bolívia. Mais de 600 famílias foram atingidas. Destas, 100 tiveram que deixar suas casas e ir para a residência de parentes ou abrigos públicos.
Em Rio Branco, cerca de 852 famílias estão alojadas no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco. Ao todo, são 3.115 desalojados, sendo 1606 adultos, 1.024 crianças,437 adolescentes e 48 idosos. Também estão alojadas no local 27 pessoas com deficiência e 31 gestantes.

Dentro de alguns dias, será divulgado um balanço que mostrará os impactos negativos da cheia no âmbito de transporte.
Com informações da Agência de Notícias do Amazonas e Defesa Civil