Ônibus sem cobrador
Um grupo de motoristas e cobradores de ônibus que trabalha em Rio Branco procurou a coluna para fazer uma grave denúncia. Afirmam que estão sendo obrigados – pelo menos os que estão escapando da demissão – a vender cartão com os bilhetes eletrônicos no Terminal Urbano.
Motorista dirige e cobra
Pior, segundo os motoristas e cobradores, que fizeram a denúncia sob a condição de esta coluna manter seus nomes em segredo, por razões óbvias: os motoristas estão começando a entrar em parafuso por estarem dirigindo e cobrando ao mesmo tempo. “Eles só faltam ficar loucos da cabeça porque têm que ter todo o cuidado na hora de parar, de abrir as portas, para garantir a segurança do passageiro, e ainda ter de cobrar. Alguém tem que denunciar isso”, disseram à coluna.
Prefeito faz vista grossa
Ainda segundo o grupo, o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), foi convidado para uma reunião com a categoria e garantiu que todos iriam voltar para os seus assentos de cobradores, mas a garantia não se materializou até ontem. “Provavelmente por ter uma relação com os donos das empresas, o prefeito está dando uma de João-sem-braço, fazendo de conta que não está vendo, e nós pagando o preço”, afirmaram.
Barril de pólvora
Caso nenhuma providência seja tomada em relação a essa situação dos cobradores de ônibus, uma bomba deve explodir em breve no Terminal Urbano. “Caso role mais demissão alguma coisa haverá de ser feita. Alguma reação vai acontecer”, ameaçou o grupo.
Inquérito inventado
“Diga a esse coronel que valeu a pena eu puxar o saco do Jorge Viana (PT). Esse cara mudou o Acre. E outra: quando eu comandei a polícia, nunca inventei inquérito contra ninguém, porque o Jorge Viana não tinha esse costume”. Do ex-deputado Walter Prado, respondendo a um coronel que criticou declarações suas dadas semana passada nesta coluna segundo as quais “cabo eleitoral não pode ser premiado com comando de polícia”. Para Walter, comando de polícia é para profissionais.
Bispa em ação
Tudo o que a missionária Antônia Lúcia (PR) precisava ter feito enquanto estava no mandato para não perdê-lo, ela fez nos últimos seis meses no Acre. Conclusão unânime numa roda de jornalistas que cobrem política. Ela, com o movimento que fez recentemente, se credencia, inclusive, para qualquer embate em 2018.
Fiel da balança
Ex-vereador, leal ao projeto da oposição como poucos e cristão fervoroso, Francisco Holanda faz o partido do senador Sérgio Petecão (PSD) ser grande em Plácido de Castro. Dizem lá que será o fiel da balança nas eleições desse ano. Holanda, inclusive, não é descartado pelo senador como possível candidato.
Manoel de Capixaba
Ninguém pode descartar o nome do Manoel Maia, pré-candidato a prefeito de Capixaba pelo DEM. Um dos motivos é bem razoável: o fato de ser afilhado do deputado estadual Antônio Pedro (DEM), que de bobo só tem o jeito.
Operação convence Bittar
Falta pouca coisa para Marcio Bittar (PSDB) ser convencido a disputar a prefeitura de Rio Branco.
Stocolmo
Às vezes dá pena dos caminhoneiros por causa dos atrasos nos pagamentos e a consequente humilhação a que são submetidos pelo governo do PT. Agora mesmo estão com 16 meses sem ver um tostão do Estado. Essa dó só passa quando, às vésperas das eleições, recebem algumas parcelas e votam de novo na mesma turma. Na eleição passada, para não desagradar Tião Viana (PT), nem o deputado Jonas Lima (PT), nem nenhum dos líderes do movimento aceitou conversar com Marcio Bittar (PSDB).
Com Bocalom muda
“Se o Bocalom tivesse em Rio Branco, andando de pés por ai, de ônibus, como gosta de fazer, as pesquisas já estariam dando outros números.” Do senador Sérgio Petecão (PSD).
Homenagem ao Careca
Bonita a homenagem que o advogado criminalista Sanderson Moura fez ao ícone da advocacia criminal no Acre, Elias Antunes Aguiar, que convalesce em casa há algum tempo. Sanderson foi à casa do colega.
Frase famosa
“Minha prefeita”. Frase mais famosa da semana que passou. Foi dita pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB) durante solenidade na sede do PMDB em Rio Branco. Ele se referia, claro, à deputada estadual Eliane Sinhasique, pré-candidata a prefeita da capital.
Para terminar…
…morreu o Umberto, ficou só o Eco no mundo da literatura contemporânea.
Mascataria
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