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O ex-chefe da Procuradoria da República no Acre, Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, vem sendo alvo de ataques desde o último sábado (2) nas redes sociais por militantes do Partido dos Trabalhadores (PT).
Todo o tiroteio petista começou após revelação, na edição desta semana da revista “Época”, de uma investigação que será aberta contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suposto tráfico internacional de influência.
Por causa de um despacho assinado pelo procurador, o qual deu origem à apuração desde então, Anselmo Henrique tem visto sua atuação profissional e a vida pessoal sendo denegrida pelos militantes do partido de Lula. Uma das estratégias é desqualificar Anselmo, apontando possíveis relações suas com parlamentares do PSDB, e investigações contra ele na corregedoria do Ministério Público Federal (MPF).
Diante disso, o ex-chefe do MPF no Acre também recorreu às redes sociais para negar todas as acusações e apresentar sua versão. Uma das atuações mais marcantes do procurador em sua passagem pelo Estado foi a denúncia nas obras de construção da BR-364. O MPF apontou superfaturamento de contratos e falhas técnicas no projeto de engenharia.
“O que tenho a dizer é que ninguém engole mais essa de que quem trabalha pode roubar. Acabou o tempo do rouba mas faz. A sociedade não aceita mais isso. O MPF tem um trabalho de anos nesse caso, juntamente com a Polícia Federal, e existem irregularidades primárias que são comprovadas por laudos de peritos especializados”, disse ele, em entrevista em 2009, sobre as investigações na rodovia acreana.
Veja a íntegra da nota:
Caros amigos,
Neste final de semana, foi divulgada reportagem pela revista Época que tornou público o início de uma investigação do Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República no Distrito Federal, que apurará o possível tráfico internacional de influência cometido, supostamente, pelo ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva. Em razão disso, tenho sido alvo de diversos ataques, injúrias, calúnias e difamações por parte de defensores do ex-presidente, por meio de notas em blogs, páginas eletrônicas e perfis da internet, que estão lançando diversas mentiras contra mim. Apesar de não ser o titular do procedimento mencionado pela revista, as agressões estão sendo dirigidas contra minha pessoa em razão de um despacho assinado por mim, o qual deu origem à apuração. Em razão das mencionadas agressões, vejo-me obrigado a esclarecer aos amigos o seguinte:
1. Meus pais são médicos e ninguém da minha família tem ou teve um escritório de advocacia chamado “Cordeiro Lopes”, e muito menos esteve envolvido em qualquer tipo de investigação ou ilicitude.
2. Não possuo nenhuma coluna no jornal Folha de São Paulo; o único artigo que publiquei nesse artigo, chamado “A Sociedade Não Silenciará” (http://www1.folha.uol.com.br/…/1361154-anselmo-henrique-cor…), trata do tema dos perigos de agrotóxicos e transgênicos e foi escrito em resposta a críticas feitas pela Senadora Kátia Abreu.
3. Até onde tenha chegado a meu conhecimento, não existe procedimento em aberto contra minha pessoa na Corregedoria do MPF. As representações contra mim formulada pelo ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa (que é réu de ação penal firmada por mim) foram devidamente arquivadas pela Corregedoria do MPF e pelo Conselho Nacional do Ministério Público.
4. Não sou amigo de nenhum deputado federal do PSDB. A propósito, até o dia de hoje, nunca votei em candidatos do PSDB (aliás, fui eleitor do PT até o surgimento do escândalo do “Mensalão”).
5. A investigação que trata de possível tráfico internacional de influência cometido, em tese, pelo ex-presidente Lula da Silva, apesar de ter iniciado a partir de despacho por mim firmado, hoje está sob a direção de outro membro do Ministério Público Federal.
6. O procedimento autuado que tem por objeto o suposto ilícito mencionado no parágrafo anterior é público e pode ser acessado, com base na Lei de Acesso à Informação, por qualquer cidadão que queira acompanhar a apuração e colaborar no esclarecimento dos fatos. O acompanhamento, inclusive, pode ser realizado a partir da página de transparência do Ministério Público Federal.
7. Nos últimos 7 anos e 8 meses, desde que entrei no MPF por meio de concurso público, tenho atuado, de corpo a alma, em defesa dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, em prol da proteção ambiental, em favor da implementação de diversos direitos humanos e no combate à corrupção. Não serão calúnias, difamações e agressões veiculadas pela internet que subtrairão minha disposição inesgotável de buscar sempre a verdade, a justiça e a punição dos ilícitos.
Anselmo Henrique