Fim de semana de terror em Cruzeiro do Sul: áudio relata drama vivido por policias durante atentados

Por Marina, ContilNet 22/08/2016 às 15:22

A madrugada de sábado (20) foi de terror e apreensão para população de Cruzeiro do Sul. A partir da uma hora da manhã, elementos não identificados tentaram incendiar duas casas de agentes penitenciários e de dois policiais militares.

O prédio onde funcionou a Delegacia de Flagrantes da cidade foi incendiado, mas os PMs controlaram as chamas. Os danos ao patrimônio pessoal e público somente não foram maiores porque as bombas incendiárias do tipo ‘coquetel Molotov’ falharam.

As informações enviadas por mensagem de áudio por meio das redes sociais dão conta de que a cidade sofreu um toque de recolher a partir do começo da noite, mas a violência somente explodiu a partir do começo da madrugada e teve como alvo principal os agentes da lei.

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Em áudio, suposta policial pede que Estado libere medidas mais enérgica /Foto: Reprodução

Bombas incendiárias falharam

Conforme o áudio enviado por um dos PMs de serviço, ao assumirem o serviço, às 19h, patrulharam e acharam que a cidade estava muito tranquila para uma noite de sábado. Segundo os policiais, as noites em Cruzeiro do Sul são geralmente tranquilas, mas mesmo assim sempre tem alguém para abordar, mas na madrugada de ontem a cidade estava tranquila demais, sem ninguém nas ruas e totalmente deserta.

O relato dá conta de que o terror começou por volta da 1h. O primeiro atentado foi contra a casa do subtenente Martins, onde os marginais jogaram um coquetel molotov, mas o Corpo de Bombeiros chegou rapidamente e conseguiu controlar as chamas.

Na sequência, os terroristas atacaram as casas de dois agentes penitenciários, onde também jogaram artefatos incendiários, mas o fogo não pegou e foi rapidamente controlado.

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Soldado de serviço atende a própria família

O caso mais grave foi contra um PM que estava de serviço, o soldado Jorge Luís. Na casa dele foram seis bombas incendiárias, mas por pura sorte nenhuma delas funcionou. Os artefatos foram arremessados na garagem, na varanda, no carro e dentro da casa do policial. O caso foi atendido pelo próprio militar, com a viatura que estava de serviço.

Após, a mesma equipe de PMs teve de se dirigir ao prédio da antiga Delegacia de Flagrantes da cidade, onde os marginais já haviam iniciado um incêndio. Os próprios militares apagaram as chamas.

PMs pedem mais apoio para poderem reagir

A policial relatou que terror tomou conta da cidade, com uma chamada atrás da outra, pois a cada chamada havia o medo do atentado ser à casa de algum deles. “Podia ser a casa de um de nós, como foi com o soldado Jorge Luís, que precisou atender um atentado contra a própria casa onde a família dele ficou totalmente apavorada”, revela o áudio enviado para a ContilNet.

“Isso nunca tinha acontecido antes em Cruzeiro do Sul. Foi a noite inteira ligados no 220 volts, fazendo ronda na casa de nossos amigos e preocupados com nossos familiares. Nós estamos sós e se não recebermos apoio dos comandantes para poder agir com mais rigor e à altura, vai piorar”, reclamou um dos policiais.

Conteúdo Original / Fonte: RÉGIS PAIVA, DA CONTILNET

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