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Fiocruz mantém Acre entre estados em alerta por incidência de SRAG

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 20/08/2026 14:06
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O Acre está entre as 11 unidades da Federação que ainda se encontram com a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas duas últimas semanas avaliadas. Os dados são da nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (20), referente à Semana Epidemiológica 32, de 9 a 15 de agosto.

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Segundo o boletim, quase todas as unidades da federação estão com tendência de queda ou estabilização dos casos de SRAG na tendência de longo prazo. Segundo o InfoGripe, além do Acre, outros estados estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas: Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe.

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Há um sinal de início ou manutenção da queda dos casos de SRAG por VSR no país. Contudo, mesmo com tendência de queda, os casos de SRAG por VSR continuam altos em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul. Os casos graves por influenza B continuam aumentando no Rio Grande do Sul, mas mostram sinais de desaceleração do crescimento no Espírito Santos e Minas Gerais.

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Os pesquisadores do InfoGripe reforçam que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, VSR e Covid-19.

Incidência e mortalidade

Com base na análise por faixa etária, a queda nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças de até 4 anos decorre essencialmente da retração nas internações provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em território nacional.

Entre adultos de 15 a 49 anos, a diminuição da SRAG é atribuída sobretudo à baixa nas hospitalizações decorrentes dos vírus da influenza A e B. Já na terceira idade, o recuo está ligado primordialmente à queda nas internações por influenza A. No público de 5 a 14 anos, a redução dos quadros graves de SRAG é puxada principalmente pela menor incidência de casos graves de rinovírus.

O perfil de gravidade mostra que a incidência de SRAG atinge com mais força os bebês e crianças pequenas, tendo o VSR como principal causador. Em contrapartida, a mortalidade é mais expressiva entre os idosos, tendo a influenza A como o agente principal. O rinovírus também se sobressai por ocupar a posição de segunda maior causa de óbitos tanto em idosos quanto em crianças com menos de dois anos.

Analisando especificamente a influenza A, os menores de 2 anos sofrem o maior impacto na taxa de incidência, ao passo que a mortalidade recai com mais força sobre pessoas com 65 anos ou mais. A influenza B também concentra sua incidência nos menores de 2 anos, mas sua mortalidade é elevada tanto nessa faixa etária precoce quanto entre os idosos. Por fim, os índices de SRAG associados à Covid-19 seguem em patamares baixos em todas as idades.

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