Um homem identificado pelas iniciais R. C. F. S., investigado por uma série de furtos de motocicletas em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, foi preso nesta sexta-feira (18), na Comunidade Gama, em Guajará, no Amazonas.
A prisão foi realizada pelo Núcleo Especializado de Investigação de Crimes Patrimoniais (Nepatri) da Polícia Civil do Acre, em conjunto com a Polícia Civil do Amazonas, após meses de investigação.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito seria responsável por uma série de furtos de motocicletas, principalmente modelos antigos. Os veículos, conforme as investigações, eram levados para áreas mais afastadas e posteriormente negociados com terceiros.
Os investigadores identificaram mais de dez boletins de ocorrência com características semelhantes e também apuraram um possível envolvimento do homem em crimes de estelionato.
Em um dos casos mais recentes, segundo a PCAC, o suspeito teria se passado por interessado na compra de uma motocicleta anunciada no Facebook. Durante um encontro próximo ao Hospital do Juruá, ele teria pedido para testar o veículo e fugido com a motocicleta.
Uma das motos relacionadas aos crimes foi localizada e recuperada durante as investigações.
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Preso com pistola e dinheiro
Além dos furtos, os policiais apuraram que o investigado estaria circulando armado na região do Estirão do Gama e teria feito ameaças a moradores.
No momento da prisão, ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem resistiu à abordagem e precisou ser contido pelos agentes.
Com ele, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380, sete munições intactas e com numeração suprimida, além de R$ 2.496 em espécie. Conforme os levantamentos preliminares, o dinheiro pode estar relacionado à comercialização das motocicletas furtadas.
Contra o suspeito havia ainda três mandados de prisão, relacionados aos crimes de furto, estupro e tentativa de homicídio. Ele também possui uma condenação de oito anos e seis meses de prisão.
A arma, as munições e o dinheiro apreendidos foram encaminhados para os procedimentos legais e periciais. As circunstâncias dos crimes investigados pelo Nepatri continuam sendo apuradas.
