A Justiça do Acre aceitou na manhã desta terça-feira (7) o pedido de denúncia feita pelo Ministério Público contra os 165 presos durante a Operação Fim da Linha, todos suspeitos de integrar a facção criminosa chamada “Bonde dos 13”.
A denúncia do Ministério Público foi feita por intermédio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que formalizou o pedido no dia 18 do mês de maio.
Hoje todos os 165 presos durante a operação passam a ser réus e serão julgados pelos mais diversos crimes, como formação de quadrilha, tráfico de drogas, associação criminosa, entre outros.
De acordo com o delegado que combate o crime organizado no estado, Getúlio Monteiro, a polícia segue investigando demais integrantes da facção e ainda a movimentação de outras organizações criminosas.
É possível que nos próximos dias haja a transferência de mais presos para fora do estado, considerados líderes de facção atuando dentro do presídio.
A Operação Fim da Linha
A operação foi iniciada em 31 de abril pela Polícia Civil e Ministério Público do Acre (MPAC) e finalizou com a prisão de 165 pessoas em Rio Branco e mais seis municípios.
Além das prisões, foram expedidos mais de 200 mandados judiciais, entre eles 40 mandados de busca e apreensão.
Segundo a Polícia Civil, todas as pessoas presas são suspeitas de integrar a facção criminosa “Bonde dos 13”, responsável pela maioria dos atentados ocorridos em outubro do ano passado, em retaliação à morte de dois assaltantes por um policial à paisana durante um assalto a uma clínica particular.
Durante a operação, foram identificadas pessoas ligadas à facção que atuavam de dentro do presídio como líderes dos atentados e que foram transferidos para outros presídios federais fora do estado.
