Mailza celebra os 124 anos da Revolução Acreana, “Momento histórico”
A governadora do Acre, Mailza Assis, participou nesta quinta-feira (6) do desfile cívico e uma visita à comunidade do bairro 6 de Agosto, em Rio Branco, em comemoração aos 124 anos da Revolução Acreana. O evento reuniu moradores, autoridades e representantes da comunidade para celebrar um dos momentos históricos mais importantes do estado.
Durante a programação, a governadora destacou a importância de valorizar a história do Acre e reconhecer a participação do povo acreano na construção da identidade do estado e o significado do bairro Seis de Agosto.
“Então a todos vocês que aqui moram, a todos os acreanos que valorizam esse momento histórico do nosso estado, o trabalho que as pessoas que amam e que gostam do nosso estado desenvolvem por todas as regiões, mas hoje com um carinho especial aqui no bairro Seis de Agosto, para essa região da nossa cidade que tem um significado tão importante”, disse.
Mailza também reforçou o compromisso do governo com a população acreana, destacando ações voltadas à proteção, desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida dos moradores.
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“Reforço aqui com a Seis de agosto, com toda essa comunidade, agradecendo por este momento especial e me colocando sempre à disposição pela proteção, pelo desenvolvimento, pelo acolhimento dos nossos acreanos”, declarou.
Revolução Acrena
O Acre celebra os 124 anos do início da Revolução Acreana, conflito que mudou a história da região e resultou na incorporação do território ao Brasil. O movimento teve início em 6 de agosto de 1902, quando tropas lideradas por José Plácido de Castro ocuparam a cidade de Xapuri e deram início à ofensiva contra o domínio boliviano.
Na época, o território acreano pertencia oficialmente à Bolívia, mas já era ocupado por milhares de brasileiros, em sua maioria nordestinos, que haviam migrado para a Amazônia desde a década de 1870 em busca de trabalho na extração da borracha. A tentativa do governo boliviano de ampliar o controle sobre a região e de conceder sua exploração ao consórcio estrangeiro Bolivian Syndicate provocou a reação de seringalistas e trabalhadores.