
Amigos, familiares e simpatizantes realizaram a campanha “Somos Todos Marina”/Foto: ContilNet
Bem no mesmo horário e local em que a estudante de jornalismo Marina Oliveira, 23 anos, morreu vítima de um acidente de trânsito na última segunda-feira (4), amigos, familiares e simpatizantes realizaram a campanha “Somos Todos Marina”. O evento aconteceu na manhã desta segunda-feira (11).
De acordo com uma das representantes da campanha, Samara Lira, prima de Marina e colega de curso, o principal objetivo do movimento é pedir a conscientização, a paz e o respeito no trânsito, além de ajudar outras vítimas de acidente de trânsito. Com faixas e cartazes nas mãos, os participantes abordavam os motoristas e falavam sobre a fatalidade acontecida com a jovem Marina.

Amigos e familiares conscientizam motoristas
Aproveitando a presença do diretor do Departamento de Trânsito (Detran), Pedro Longo, os representantes entregaram um ofício que pede providências, no sentido de melhorar as condições estruturais da avenida Antônio da Rocha Viana, com a construção de um canteiro central. A sugestão é de que o canteiro seja construído no trecho entre o Horto Florestal e a ponte que passa sobre o Igarapé São Francisco, local exato do acidente trágico há uma semana.
Outras sugestões feitas ao diretor foram a construção de lombadas, implantação de placas de sinalização e um semáforo.
Entenda o caso
Marina Oliveira estava no último período do curso de jornalismo da Universidade Federal do Acre (Ufac). Ela trabalhava como produtora de reportagem TV Acre, afiliada Rede Amazônica (Globo). Ela morreu ainda no local da colisão.
Ela ia para o trabalho, em seu veículo modelo Fiat Pálio, quando o condutor de outro carro, Wilker Ferreira, que trafegava em pista contrária, ultrapassou em alta velocidade um ônibus, perdeu o controle colidiu contra o carro da estudante Wilker e a passageira foram levados para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), onde ficaram internados, mas passam bem.
Falha Humana
De acordo com a conclusão preliminar da perícia, não houve falha mecânica, problemas na visibilidade ou na pista. Segundo a polícia, Wilker Ferreira estava a uma velocidade de 73 km/h quando ultrapassou o ônibus, quando o permitido na pista é de 40 Km/h. A perícia concluiu que ocorreu falha humana.

Principal objetivo do movimento é pedir a conscientização, a paz e o respeito no trânsito/Foto: ContilNet
