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No embalo da repercussão da decisão histórica da Suprema Corte dos Estados Unidos, que legalizou na sexta-feira (26) o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país, no Acre os organizadores da 10ª Parada do Orgulho LGBT esperam realizar a sua maior manifestação, a partir das 15 horas deste domingo (28), na ruas do centro de Rio Branco.
“Não vamos permitir desrespeito a nenhuma fé e nem situações de cunho erótico. Essa 10ª Parada do Orgulho LGBT é também para as famílias”, afirmou o jornalista Leandro Chaves, da equipe de comunicação do evento. Todo o aparato de segurança está garantido, incluindo policiamento à paisana.
A concentração terá início nos cruzamentos das avenidas Ceará e Getúlio Vargas, em frente ao Colégio de Aplicação, e seguirá até a Praça do Novo Mercado Velho, onde será encerrada com a realização de um show da cantora Sandra Melo e Banda.
“A Parada do Orgulho LGBT é de luta, de alegria, e de protesto contra toda forma de opressão e homofobia. Estamos pedimos que as pessoas tragam cartazes, faixas e venham de branco. Vamos pedir por um mundo de paz para todos”, apelou o presidente da Associação dos Homosexuais do Acre (Ahac), Germano Marino.
Os organizadores recomendam que os participantes não levem bebidas em garrafas de vidro e que não utilizem símbolos religiosos. Cerca de 100 policiais estarão presentes no evento, em locais estratégicos e à paisana, orientados a agir contra qualquer manifestação de cunho erótico.

A segunda Parada Gay 2015 deve acontecer em novembro, durante a Semana da Diversidade. “Neste ano estamos resgatando o sentido e a luta de nossa manifestação. Não vamos ser tolerantes com qualquer incitação de ódio, violência ou incitação à violação e ao credo religioso de qualquer pessoa. Parada Gay não é lugar de símbolos religiosos”, acrescentou Marino.
Os organizadores do evento contam com apoio da Policia Militar, Policia Civil, Detran, RBTRANS, Secretaria de Turismo, prefeitura de Rio Branco e Ministério Publico do Acre. Todos estão ajudando na logística e segurança, para garantir um evento tranquilo, dentro da normalidade para a população.
Germano Marino disse que, em 2005, quando foi realizada a primeira Parada Gay, da travesti do carro de som, ao pedestre homossexual, todos sabiam o sentido da realização do evento.
“Naquela época já era para cobrarmos nossos direitos de viver numa sociedade justa, com direitos iguais para todos, independente se éramos ou não homossexuais. Neste ano, estamos resgatando essas bandeiras, para que a população homossexual e a sociedade de nosso Acre possam enxergar que a manifestação está em busca de direitos”, concluiu o presidente da Ahac.
