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Pessoas com deficiência têm menor renda e acesso ao trabalho no Acre

Por Sávio Buriti, ContilNet 19/09/2026 09:17
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Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que as pessoas com deficiência enfrentam uma realidade mais difícil no mercado de trabalho e também apresentam renda domiciliar inferior no Acre.

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Em 2022, aproximadamente 59 mil pessoas com deficiência viviam no estado. O número representa 7,3% da população acreana com 2 anos ou mais de idade.

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Entre os principais indicadores está a diferença na renda dos domicílios. Nas residências onde havia pelo menos uma pessoa com deficiência, o rendimento domiciliar per capita médio era de R$ 1.047 mensais. Já nos domicílios sem pessoas com deficiência, a média chegava a R$ 1.087.

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A diferença também aparece de forma significativa quando o assunto é emprego. No Acre, somente 31,6% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam ocupadas em 2022. Entre as pessoas sem deficiência, o percentual alcançava 48,9%, uma diferença de 17,3 pontos percentuais.

Os números mostram que a dificuldade não está apenas em conseguir uma oportunidade profissional. As pessoas com deficiência também estão mais presentes em atividades que, em média, oferecem salários menores e menor nível de proteção social.

Entre os setores apontados pelo levantamento estão serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação, atividades que concentram proporcionalmente uma parcela maior desses trabalhadores.

No Brasil, a diferença no acesso ao trabalho também é observada. A taxa de ocupação das pessoas com deficiência era de 29%, enquanto entre as pessoas sem deficiência o índice chegava a 55,8%.

De acordo com Luanda Chaves Botelho, responsável pela Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, existem diferentes obstáculos ao longo da trajetória profissional das pessoas com deficiência. Além da dificuldade para conseguir uma ocupação, segundo ela, há também diferenças relacionadas às condições e à proteção oferecida pelos empregos.

Os dados fazem parte do estudo “Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil”, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (18), e foram repercutidos pelo g1 AC.

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