versão da pm
O subcomandante e corregedor-geral da Polícia Militar, coronel Mário Cézar, afirma que não houve linchamento em episódio ocorrido na última sexta-feira (24), quando um homem acusado de assalto é espancado por populares em Rio Branco.
De acordo com o oficial, caso os policiais que atenderam à ocorrência decidissem prender os agressores iria acontecer uma reversão de valores; o bandido passaria a ser vítima. Algemado por policiais militares, Jônatas Souza da Silva, 20, leva socos e chutes sem a guarnição impedir as agressões.
“Não houve linchamento. Os policiais se depararam com aquela situação [das agressões] quando atendiam outra ocorrência. A partir daí eles decidiram intervir. No vídeo percebemos que alguns policiais pedem para os populares se afastarem, mas eles continuam”, diz o corregedor.
Na avaliação de Mário Cézar, houve certa demora na retirada do assaltante do local.
“Se a Polícia Militar não tivesse atendido ali a ocorrência fatalmente o linchamento de fato ia acontecer, com o resultado morte do assaltante”, ressalta o coronel.
Segundo ele, um procedimento foi aberto pela corregedoria para apurar as causas da demora dos policiais em conduzir o acusado até o carro de polícia, e o consequente encaminhamento para a delegacia. Para Mário Cézar, a situação poderia ter sido mais grave se os PMs tivessem ter que recorrer à força para “afastar” os populares.
“A repercussão seria bem maior. Não podemos reverter valores. Ele era um assaltante e foi preso. Na hora que o policial decidisse pender populares, aquele assaltante ia virar a vítima”, analisa o subcomandante da PM.