Por causa de feriados, Acre deixará de ganhar 5,7% do PIB industrial em 2015

Por Suporte 15/02/2015 às 21:44

prejuízo

Por conta dos feriados, o Acre deixará de ganhar 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB) – conjunto dos bens e serviços produzidos no país. A informação é de um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

De acordo com informações divulgadas pelo levantamento, quando se considera o tamanho da perda em relação ao PIB industrial, no entanto, Alagoas é o estado líder, com risco de deixar de ganhar até 6,1% do PIB industrial, seguido por Acre e Amapá, com fatia de 5,7%.

A publicação revela também que os feriados representam prejuízo para o governo. O estudo estima que a União e os estados deixem de arrecadar o correspondente a R$ 18,1 bilhões. O estado de São Paulo lidera o ranking, com risco de perder até R$ 19,5 bilhões. No Rio de Janeiro, as perdas são estimadas em até R$ 10,1 bilhões, enquanto em Minas Gerais o montante chega a R$ 6,4 bilhões.

Por se tratar de perdas consideráveis, o órgão defende uma revisão do calendário de feriados para minimizar as perdas.

“Aqueles que caírem de terça a quinta-feira devem ser deslocados para segunda ou sexta-feira, de maneira a evitar os feriados prolongados. A federação considera que medidas como essa seriam “extremamente oportunas” diante da atual necessidade de estimular a atividade produtiva”, diz um trecho de uma publicação da federação.

Outra informação dada pela federação choca: a indústria brasileira pode ter perdas de até R$ 64,6 bilhões este ano por causa de onze feriados nacionais e 32 estaduais. Para se ter uma ideia, o valor representa 4,8% do PIB industrial brasileiro em 2015, frente a 3,6% em 2014.

O levantamento considera o máximo de perdas com um dia paralisado.

“Quanto maior o número de feriados em dias de semana, maior é o prejuízo da indústria. A maior perda do PIB industrial ocorre nos estados com maior presença da indústria”, afirma outro trecho de publicação da Firjan.

Conteúdo Original / Fonte: Kellyton Lindoso, da ContilNet Notícias

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