Sinhasique acusa PT de perseguir Thaumaturgo Lima após indicação; Zen e Leila rebatem

Por Marina, ContilNet 10/08/2016 às 15:09

Os deputados Daniel Zen (PT), Eliane Sinhasique (PMDB) e Leila Galvão (PT) trocaram farpas na sessão da Assembleia Legislativa (Aleac) na manhã desta quarta-feira (10). O motivo que gerou o debate foi a nota pública do presidente do PT no Acre, Ermício Sena, contra o ex-deputado Thaumaturgo Lima, que assumiu a superintendência do departamento regional do Trabalho no Acre. Sinhasique classificou a atitude como um perseguição petista.

Eliane disse que o PT tem mania de perseguir os integrantes de outros partidos e pessoas que não seguem sua ‘cartilha’. Por isso, o partido tenta impedir que o ex-deputado, que é funcionário do órgão no Acre, realize as atividades como superintendente.

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“O ex-deputado Thaumaturgo Lima contribui muito com o partido, ele é funcionário do órgão e pode mudar a situação precária que o departamento está passando, sem carteiras de trabalho, sem uma caneta para os funcionários utilizarem no preenchimento dos documentos. Agora vem o PT persegui-lo. Isso é no mínimo uma atitude nefasta e repudio essa situação”, destacou Sinhasique.

O deputado Zen, rebatendo Sinhasique, disse que seu partido tem um estatuto e diretrizes que os filiados devem seguir. O parlamentar destacou também que o assunto é de situação interna e que não cabe a deputada querer intervir.

“A deputada deveria falar da prisão do ‘guru’ do PMDB, Aldemir Lopes, investigado pela Polícia Federal”, disse Zen.

Leila Galvão, ao se pronunciar também rebatendo Eliane, questionou sobre as investigações da PF envolvendo membros do PMDB em Brasileia.

Ao voltar à tribuna, Eliane ressaltou que no PMDB ninguém passa a mão na cabeça de ninguém. “Quem tiver devendo pelos atos que praticou, que pague e responda na justiça. Vocês nunca me viram defendo corruptos. Agora o PT nunca fez uma nota contra José Dirceu, Delúbio Soares, José Genuíno, entre outros, que foram presos e condenados pela justiça. Agora querem expulsar um ex-deputado que quer ajudar na administração pública do governo de Michel Temer”, questionou, acrescentando que se a situação fosse um problema interno o presidente não precisaria fazer uma nota pública.

Conteúdo Original / Fonte: WILIANDRO DERZE, DA CONTILNET

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