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A Democracia Socialista (DS), tendência da qual faz parte o deputado Jonas Lima (PT), abriu mão da liderança petista na próxima legislatura da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). O grupo de Jonas optou por abrir mão da função por não ter encontrado as garantias necessárias de que o parlamentar contaria com uma boa retaguarda do Palácio Rio Branco no exercício de líder.
Esta insegurança é fruto das farpas trocadas por DS e DR desde 2013 por conta das eleições internas do PT, além de Lima já ter tido duros embates com o atual secretário de Relações Institucionais, Francisco Nepomuceno, o Carioca. É ele o responsável por fazer a articulação política do governo com o Parlamento, municiando a base para os momentos mais intensos de embate com a oposição.
A postura mais independente do deputado e sua tendência acabaram por causar embaraços nas relações com a cúpula partidária e do governo Tião Viana. Mesmo assim, o nome do petista era o mais certo para assumir a liderança por já exercer o segundo mandato, enquanto os demais são marinheiros de primeira viagem.
“Para nós foi uma grande honra termos o nome do Jonas Lima lembrado para exercer a liderança de nosso partido, mas entendemos que para exercer a função é preciso uma tremenda segurança, com uma relação recíproca da assessoria parlamentar com as Relações Institucionais, para a liderança ser exercida à altura”, diz um assessor de Lima.
O comunicado de desistência foi feito na última quinta-feira (22) em reunião da executiva petista para tratar da nova composição na Aleac. Com a saída, o nome do deputado eleito Lourival Marques é o mais forte para exercer o cargo de líder do partido no segundo mandato de Tião Viana.