Um vídeo publicado nas redes sociais relembra o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o velório do ambientalista Chico Mendes, em Xapuri, no interior do Acre, em 1988. As imagens foram publicadas pelo professor Nicolino de Pense.
O assassinato do líder seringueiro Chico Mendes, em dezembro de 1988, em Xapuri, no interior do Acre, comoveu o país e mobilizou lideranças políticas e sindicais de todo o Brasil.
Presente na despedida do companheiro de militância, o então deputado federal Lula fez um discurso marcado por indignação e denúncia.
Durante o velório, Lula enfatiza que a morte de Chico Mendes não seria capaz de apagar sua trajetória ou paralisar o movimento sindical. Em um trecho de sua fala, o atual presidente fala sobre exemplos na história mundial e do Brasil.
“O que essas pessoas imaginam? Será que essas pessoas são tão burras que imaginam que matando o Chico Mendes, mataram a luta do Chico Mendes? Será que eles não percebem? Será que esses ricos não têm exemplos na história? Será que eles não percebem que esse mesmo grupo de ricos mandaram matar Jesus Cristo há dois mil anos atrás? E o povo não esqueceu as ideias de Jesus Cristo. E o será que esses mesmo não estão lembrados que foram eles que mandaram matar Tiradentes, esquartejar e colocar sua carne pendurada nos postes para que o povo nunca mais se lembrasse Tiradentes? 30 anos depois o Brasil conquistou a sua independência”, disse.
Morte de Chico Mendes
Chico Mendes foi assassinado em 22 de dezembro de 1988, em Xapuri, tornando-se um símbolo mundial da luta pela preservação ambiental e pelos direitos das populações tradicionais.
Em um período marcado por conflitos agrários e avanço do desmatamento, Chico Mendes liderou movimentos pacíficos, como os “empates”, para impedir a derrubada da floresta e proteger as comunidades que dela dependiam.
Sua atuação ganhou projeção internacional ao denunciar a exploração predatória da Amazônia e ao defender a criação das reservas extrativistas, modelo que alia conservação ambiental e geração de renda para populações locais. A proposta, inicialmente vista com resistência, tornou-se referência mundial em políticas de preservação.
O assassinato de Chico Mendes causou comoção nacional e internacional, evidenciando a violência no campo e a urgência do debate ambiental no Brasil.

