Cabo Gilberto diz acreditar que Michelle “vai se engajar” em campanha do PL

Por CNN Brasil 02/07/2026 às 15:34

Compartilhar matéria

Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (2), o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB), comentou a recente crise na família Bolsonaro. Na visão do deputado federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve se engajar futuramente na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

“A nossa querida ex-primeira-dama, a Michelle [Bolsonaro], fez um trabalho brilhante à frente. Todo mundo conhece a mulher, tudo o que ela fez ao longo da sua trajetória, seu estilo e sua atuação em várias atividades. Vai se engajar na campanha conosco pelos próximos tempos”, declarou.

Leia Mais

  • Redução da maioridade tem que ser votada em 2026, afirma Cabo Gilberto
  • Valdemar prega que Michelle siga com candidatura ao Senado
  • Atlas: 64,1% acham que vídeo de Michelle enfraquece campanha de Flávio

Ao ser questionado sobre os episódios recentes envolvendo Michelle e Flávio, o líder da oposição afirmou que a desavença “faz parte da política”, mas garantiu que “tudo dará certo”. Segundo o político, a missão do grupo é manter o foco na campanha do senador ao Palácio do Planalto.

“Realmente, eu queria que estivéssemos tratando desses problemas internos, mas isso também faz parte da política. Às vezes, você toma uma decisão e o que é desenhado não acontece da forma esperada. Mas eu não tenho dúvida nenhuma de que dará tudo certo”, completou.

A situação de atrito no clã Bolsonaro se iniciou na última semana, após a ex-primeira-dama postar dois vídeos em que falava da relação com o enteado Flávio.

O vínculo entre os dois teria ficado abalado após divergências do palanque do partido no estado do Ceará e uma possível aliança do PL (Partido Liberal) para a candidatura ao governo por Ciro Gomes (PSDB).

Apesar de um pedido de desculpas em publicação pelo senador e uma postagem posterior da magistrada, em que afirmava “não haver briga“, a situação não pareceu arrefecer.

Com a repercussão, outras figuras do bolsonarismo também se envolveram na crise, como o jornalista Paulo Figueredo, que fez uma série de vídeos criticando Michelle e, durante a transmissão de seu podcast, afirmou que mulheres “votam mal”.

Diante do crescimento da crise, após conversa com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, a ex-primeira-dama decidiu deixar a presidência do PL Mulher para focar no cuidado da família.

Michelle recebeu mensagens de apoio de aliadas, como da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).

Além da saída da liderança da ala feminina do partido, a pré-candidatura ao Senado pela ex-primeira-dama ficou em suspenso. Conforme informado pela CNN Brasil, em conversa com interlocutores, Michelle preferiu focar no cuidado da família e não concorrer à vaga no pleito deste ano.

Entenda o início da crise

A principal discordância entre Michelle e Flávio é a possível escolha do PL (Partido Liberal) em montar um palanque para o governo do Ceará com Ciro Gomes (PSDB).

Para Michelle, o melhor nome para a chapa no estado seria o do senador e pré-candidato Eduardo Girão (Novo), que sempre apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em seu vídeo, é dito que Ciro não merecia o apoio do partido por ter sido um dos maiores críticos de Bolsonaro, além de ter se empenhado em discursos pela inelegibilidade do ex-presidente.

Durante a sua campanha à Presidência em 2022, o ex-ministro teceu duras críticas ao clã Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente e seus filhos eram ladrões.

“Como se nada tivesse acontecido, os filhos defendem uma aliança com o candidato que deixou o pai deles, o meu marido, inelegível e humilhado”, declarou a ex-primeira-dama na publicação.

O PL vê a aliança com Ciro como a única forma de “tirar o PT do poder”, em referência ao governador Elmano de Freitas (PT), que foi eleitor no primeiro turno em 2023 e irá se recandidatar ao cargo.

Além do apoio ao nome do ex-governador cearense, outro ponto de divergência no palanque do estado seria o nome do partido para o Senado.

Enquanto Michelle defende a escolha da vereadora de Fortaleza e vice-presidente nacional do PL Mulher, Priscilla Costa, Flávio é favorável a Alcides Fernandes, deputado estadual pelo estado e pai de André Fernandes, presidente do PL Ceará.

Nos planos de Fernandes, o pai seria o candidato à Câmara Alta, enquanto o outro nome viria do lado de Ciro. Já Priscilla Costa seria a escolha do partido para uma vaga como deputada federal.

“Se o André queria agradar o Ciro Gomes, por que ele não ofereceu a vaga do seu próprio pai? Será que ele acha que retirar a vaga de uma mulher seria mais justo e fácil?”, questionou Michelle na publicação.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

TópicosFlávio BolsonaroMichelle BolsonaroPartido Liberal (PL)


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por filipepereira

Conteúdo Original / Fonte: filipepereira

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.