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O príncipe Harry deve viajar ao Reino Unido na próxima semana, na esperança de levar os filhos pequenos para uma visita rara e apresentá-los ao país onde ele cresceu — mas onde ainda persistem as preocupações com a privacidade e as disputas familiares que o levaram a se afastar.
Harry, o filho mais novo do rei Charles, chegará com a esposa, Meghan, na terça-feira (7) — dia em que, por coincidência, saberá se venceu uma batalha judicial de custo elevadíssimo contra o Daily Mail, envolvendo alegações de conduta ilegal generalizada.
Um impasse com o governo sobre o esquema de segurança para ele e sua família também afetou seus planos, somando-se às especulações sobre se seus filhos encontrarão o avô, num momento em que a família busca uma reconciliação após anos de afastamento.
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Preocupações com a segurança dos filhos
Harry vive nos Estados Unidos desde 2020 com a esposa americana, Meghan. Os filhos do casal, Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, visitaram o Reino Unido pela última vez há quatro anos, e o príncipe já manifestou anteriormente o desejo de levá-los ao país que ama.
No entanto, o príncipe — também conhecido como Duque de Sussex — afirmou que o nível de proteção policial oferecido pelo país natal o impediu de levar os filhos em ocasiões anteriores, e ainda paira a dúvida sobre se eles virão desta vez.
“O Duque continua a explorar todas as opções disponíveis para viabilizar a visita com segurança e proporcionar aos seus filhos a oportunidade de aproveitar o Reino Unido”, declarou seu porta-voz no início desta semana.
Durante as visitas de Harry no ano passado, um perseguidor conhecido teria se aproximado dele em duas ocasiões.
O foco principal da viagem de Harry é promover os Jogos Invictus, seu evento esportivo para veteranos militares feridos, que será realizado em Birmingham, no centro da Inglaterra, no próximo ano. Ele também deve participar de diversos compromissos beneficentes.
É provável que a imprensa solicite uma reação dele assim que for divulgada a sentença do processo judicial de grande repercussão movido por ele, juntamente com Elton John e outros.
Em jogo estão milhões de libras em custos e danos à reputação para o lado que perder a causa.
Relação conturbada
Harry, de 41 anos, e Meghan deixaram de exercer funções oficiais na família real ao se mudarem para os EUA, alegando o desejo de alcançar independência financeira e escapar do que descreveram como uma intrusão da mídia em suas vidas privadas.
Nos seis anos que se seguiram, tornou-se evidente a gravidade do conflito entre Harry e seu pai e seu irmão, algo que veio a público por meio de entrevistas concedidas por Harry e de sua autobiografia.
O rei mal viu seus dois netos desde que nasceram, mas o príncipe afirmou, em maio do ano passado, que queria pôr fim às desavenças.
“Eu adoraria uma reconciliação com minha família”, disse ele à emissora britânica BBC em uma entrevista.
Meses depois, ele se encontrou com o rei Charles, de 77 anos, pela primeira vez em quase dois anos; no entanto, não se sabe quais são os planos para que a família veja Charles — que está em tratamento contra um câncer — durante esta visita.
Enquanto estiverem no Reino Unido, espera-se que a família se hospede tanto em palácios reais, onde haverá esquema de segurança, quanto em residências particulares.
O governo decidiu retirar a proteção policial automática de Harry no país quando ele deixou de exercer funções reais em 2020 — uma decisão que ele contestou na Justiça, mas acabou perdendo em grau de recurso no ano passado.
Questionado sobre a proteção policial de que Harry e sua família disporiam nesta viagem, um porta-voz do governo afirmou que a política oficial é não divulgar informações sobre os dispositivos de segurança para figuras de grande destaque, por motivos de segurança.
“O sistema de segurança e proteção do governo do Reino Unido é rigoroso e proporcional”, disse o porta-voz.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por poliannelima
