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As negociações entre os Estados Unidos e o Irã para um acordo definitivo de paz seguem cercadas de incertezas e tensões. Em entrevista ao WW, Eduardo Migon, professor de Ciências Militares de Eceme, analisou os desdobramentos das tratativas e destacou que o programa nuclear iraniano ocupa papel central nas discussões.
Segundo Migon, desde o memorando de entendimento, o processo já se mostrou instável. “Construíram um acordo que ambos os países pudessem declarar vitória”, afirmou, acrescentando que isso não reflete o que de fato ocorreu no terreno.
Para ele, as cláusulas estabelecidas são “muito abertas, muito frágeis”, o que torna os próximos 60 dias um período de considerável tensão.
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Migon identificou três pontos de vista distintos que dificultam a convergência nas negociações. Na perspectiva iraniana, o programa nuclear é, ao mesmo tempo, “uma questão de soberania e uma questão de sobrevivência”.
Para Israel, por sua vez, trata-se de uma ameaça existencial. Já os Estados Unidos buscam construir uma narrativa de vitória no processo e, para isso, precisam neutralizar qualquer aspecto relacionado à questão nuclear.
“Esses três pontos de vista não convergem assim tão facilmente”, ressaltou Migon, “e as cláusulas são muito frágeis para assegurar 60 dias de serenidade nesse processo.” A análise evidencia o quão complexo e delicado é o cenário diplomático em torno das negociações entre Washington e Teerã.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites


