A avĂł materna de Miguel dos Santos Rodrigues, de sete anos — cujo corpo Ă© procurado há quatro dias no Rio TramandaĂ, em ImbĂ©, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul —, havia iniciado, no dia 8 de junho, um processo para obter a guarda da criança. A informação foi confirmada pela Defensoria PĂşblica (DP).
A ação, no entanto, sĂł passou a tramitar no Judiciário em 29 de julho, na quinta-feira da semana passada, quando o menino já havia sido dado como morto pela polĂcia.
Segundo a DP, isso ocorreu porque a mĂŁe da criança, Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, de 26 anos, entregou o Ăşltimo documento necessário para a abertura do processo apenas um dia antes de comunicar Ă polĂcia o desaparecimento do filho.
Contudo, conforme a polĂcia, Yasmin confessou o crime apĂłs apresentar a versĂŁo do sumiço. Ela e a companheira, Bruna Nathieli Porto da Rosa, estĂŁo presas.
O advogado de defesa das suspeitas disse que só irá se manifestar nos autos do processo.
O Tribunal de Justiça (TJ) do RS disse que o processo de alteração consensual de guarda foi interposto pela DP Ă s 16h03 do dia 29 de julho. “Quando da distribuição, nĂŁo foi sinalizada qualquer urgĂŞncia na tramitação”, afirma a corte. O TJ ainda sustenta que “as autoras sĂŁo a mĂŁe e a avĂł da criança e o processo foi sinalizado pela parte autora como segredo de justiça”.
A Defensoria PĂşblica afirma que a avĂł procurou a sede da instituição no municĂpio de Casca, na Serra do RS. Na ocasiĂŁo, a mulher foi orientada a reunir uma lista de documentos necessários para comprovar estar apta a receber o assessoramento do ĂłrgĂŁo, assim como a gratuidade dos serviços.
Como o processo tratava da concessĂŁo de guarda consensual da criança, Yasmin foi contatada. No dia 8 de julho, a mĂŁe de Miguel teria enviado por e-mail parte da documentação que havia sido solicitada para a Defensoria de TramandaĂ, no Litoral Norte.
A DP diz ter comunicado à mãe que eram necessários outros documentos, como comprovante de residência e de renda, para dar andamento ao processo. Isso só teria ocorrido no dia 28 de julho, quando o crime supostamente já teria ocorrido.
Na quinta (29), a PolĂcia Civil passou a considerar Miguel como morto, a partir da confissĂŁo de Yasmin.


