Grupo que matou indĂ­gena tentou arrastar outra menina para estupro coletivo

Por Marina, ContilNet 13/08/2021 Ă s 17:06
Criança foi jogada de penhasco após sofrer abusos sexuais. Imagem: Divulgação/Polícia Civil de Mato Grosso do Sul

Uma adolescente de 15 anos disse em depoimento Ă  PolĂ­cia Civil de Mato Grosso do Sul que o grupo suspeito de abusar e jogar uma menina indĂ­gena de 11 anos da etnia Guarani Kaiowá de um penhasco em Dourados, tentou levá-la Ă  força antes. “NĂłs ouvimos ontem o depoimento da N., que confirmou que as meninas estavam confraternizando com os adolescentes. Foi quando tentaram puxar ela Ă  força, mas ela conseguiu correr. Eles entĂŁo voltaram e pegaram a outra menina”, contou ao UOL o delegado Erasmo Cubas, coordenador do Setor de Investigações Gerais e responsável por investigar o crime.

Os quatro investigados de estupro coletivo e assassinato tiveram as prisões e apreensões em flagrante convertidas em prisão preventiva e internamento provisório. Dois homens, sendo um deles o tio da menina, e três adolescentes, de 13, 14 e 16 anos, confessaram o crime O tio foi encontrado morto na tarde de ontem na cela em que estava preso, ao lado do outro adulto suspeito do crime.

A polícia investiga a circunstância da morte, que é tratada como suicídio, de acordo com o delegado. O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (9). Após ser estuprada coletivamente, a criança foi jogada de um penhasco de cerca de 20 metros e morreu. Segundo a Polícia Civil, os investigados adultos serão indiciados pelos crimes de feminicídio, homicídio qualificado por ocultação de crime e estupro de vulnerável. Os adolescentes serão indiciados por atos infracionais relacionados aos mesmos crimes.

“O crime assusta, choca bastante pela crueldade que eles tiveram com ela, pela frieza de chegar na delegacia e mentir. Eles mentiram por quase 12 horas atĂ© que surgiu um fato que um negou, mas outro entregou. A mesma coisa com o tio, que no depoimento tentou se mostrar abalado e nĂŁo desconfiamos dele no inĂ­cio”, disse o delegado. Ainda segundo Cubas, os prĂłximos passos da investigação serĂŁo ouvir familiares da vĂ­tima, como a mĂŁe e a avĂł, averiguar os laudos para concluir qual foi a dinâmica do crime e fazer o exame do material genĂ©tico encontrado na vĂ­tima.

ConteĂşdo Original / Fonte: UOL

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