04/08/2026

Polícia deflagra operação contra grupo suspeito de planejar ataques durante as eleições

Ação cumpre mandados em cinco estados após monitoramento de conversas com mapas, manuais de explosivos e plantas de prédios

Por Fhagner Soares, ContilNet
Inquérito analisa crimes de associação criminosa, incitação e infrações antirracismo/ Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta terça-feira (4/8) a Operação Rede Interrompida para cumprir mandados judiciais contra oito pessoas suspeitas de integrar um grupo que discutia a realização de ataques na capital federal durante o período das eleições de 2026.

Os alvos das investigações têm idades entre 19 e 31 anos e estão localizados em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A ação é conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev), ligada ao Departamento de Inteligência da PCDF, com apoio das polícias civis dos cinco estados envolvidos.

O inquérito foi aberto a partir de um relatório técnico do Ciberlab, laboratório da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. Com base nas informações iniciais, a polícia aprofundou a análise do material e mapeou as conversas entre os suspeitos.

A investigação identificou diálogos sobre possíveis invasões de edifícios públicos na região central de Brasília, escolha de alvos, táticas de ação e recrutamento de participantes em vários estados. Os suspeitos também compartilhavam mapas, plantas arquitetônicas, modelos tridimensionais de prédios da capital e guias de instruções para a fabricação de artefatos explosivos.

O objetivo das buscas é apreender celulares, computadores e documentos para preservar provas digitais, esclarecer a estrutura do grupo e verificar em que fase estavam os planos discutidos na internet.

Neste momento, a PCDF apura as condutas pelos crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime e infrações previstos na lei antirracismo. As autoridades informaram que os atos investigados ainda não foram enquadrados na Lei de Terrorismo.

A definição das acusações contra cada um dos alvos dependerá do resultado das perícias no material apreendido. O caso corre em segredo de Justiça.

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