Alan Rick fica em meio ao fogo cruzado entre bolsonaristas e o ministro Alexandre de Moraes

Senador acreano é citado como exemplo de vítima de censura imposta pelo ministro do STF em novas denúncias do senador Marcos do Val sobre manipulação das eleições em 2022

Por Everton Damasceno, ContilNet 02/07/2024 às 08:00
Alan Rick/Foto: ContilNet

O senador acreano Alan Rick (União Brasil) viu seu nome ser relacionado, na manha desta terça-feira (2), como um dos personagens que teriam sido vítimas de perseguição pela falta de liberdade de expressão no país, segundo denunciam seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro ao longo da guerra entre bolsonaristas e seguidores do petismo que chegou ao Governo no terceiro mandado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador foi citado como um dos parlamentares boslonaristas que teriam sofrido censuras em suas manifestações em redes sociais do X, o antigo Twytter, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador ainda não se manifestou sobre o assunto.

O caso veio à tona a partir de novas manifestações do senador Marcos do Val (Podemos-ES), que veio a público dizendo ter provas de que Moraes fraudou eleições em favor de Lula, em 2022. A declaração foi feita na rede do senador no X, afirmando ter “documentos que provam manipulação das eleições”. O post foi feito em letras garrafais, pontos de exclamação e vídeo acusando o “ministro Alexandre de Moraes manipulou as eleições”.

Alan Rick/Foto: ContilNet

O senador afirma que tem em mãos “documentos que provam claramente que o ministro Alexandre de Moraes manipulou as eleições passadas a fim de facilitar pro Lula e dificultar para o Bolsonaro e todos os influentes de direita”. Do Val diz ter 500 páginas que incriminam o ministro do STF e que apontam violações de direitos humanos por parte do ministro.

Os documentos, no entanto, não foram apresentados na rede social. O documentos citados podem ter relação com o Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (EUA), que em abril deste ano, divulgou um relatório que aponta supostas decisões contra a liberdade de expressão do ministro Alexandre de Moraes, envolvendo a rede social X.

A comissão tem maioria de parlamentares do Partido Republicano, oposição ao governo do presidente dos EUA, Joe Biden. O documento tem como título “O ataque à liberdade de expressão no exterior e o silêncio do governo Biden: o caso do Brasil”.

O relatório acusa os governos do Brasil e dos Estados Unidos de buscar silenciar críticos nas redes sociais. O texto foi divulgado após uma série de críticas do bilionário Elon Musk, dono do X, contra as decisões de Moraes que determinam a suspensão de contas que divulgarem informações falsas, em especial contra o processo eleitoral brasileiro.

Na esfera brasileira, o comitê cita como opositores do governo afetados pelas medidas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e Alan Rick (União Brasil-AC), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e a filha de Roberto Jefferson, Cristiane Brasil. Roberto Jefferson continua preso por reagir a um mandado de prisão do STF atirando de fuzil e soltando granadas contra os agentes federais que foram cumprir a ordem, em sua casa, no Rio de Janeiro, em 2022.

“Moraes censura demandas. Para esse fim, compreender as ameaças representadas pelos anti-liberdade de movimento de governos fora do país, o Comitê emitiu um intimação para X Corp. para documentos e registros relacionados aos esforços recentes pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal no Brasil para obrigar X censurar meios de comunicação social no país”, diz trecho do documento.

O colegiado também solicitou todos os documentos e comunicações entre o Departamento de Estado e o governo brasileiro sobre as ordens, demandas ou mandados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do STF relacionados à suspensão ou remoção de contras do X.

Conteúdo Original / Fonte: Tião Maia, ContilNet

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