Flávio diz temer que reeleição de Lula resulte em mais 4 ‘Alexandres de Moraes’

Senador afirmou em convenção no Pacaembu que reeleição de Lula ameaça liberdade nas redes sociais

Por Fhagner Soares, ContilNet 25/07/2026 às 13:41
Aposentadorias compulsórias no STF até 2030 podem abrir até três vagas de indicação presencial na próxima gestão/ Foto: Reprodução

Ao discursar durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL) realizada neste sábado (25/7) na Arena Pacaembu, em São Paulo, o pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), criticou a composição do Poder Judiciário e o atual cenário político. Diante dos simpatizantes, o parlamentar afirmou temer que uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abra espaço para a indicação de quatro novos ministros com perfil alinhado ao de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao se dirigir ao público das redes sociais, o senador sustentou que o resultado do pleito de outubro impactará diretamente a liberdade de expressão em ambiente digital.

“Vocês que estão me assistindo nas redes sociais: se eu não for o presidente da República, vocês nunca mais poderão escrever com liberdade o que pensam nas redes sociais, porque é isso que Lula vai fazer a partir do ano que vem, ainda mais com a possibilidade de indicar quatro ministros do Supremo Tribunal Federal”, declarou Flávio.

Na sequência, o pré-candidato do PL voltou a citar nominalmente o integrante da corte superior ao projetar os cenários de aposentadorias compulsórias no tribunal.

“Imagina ele [Lula] indicando mais quatro Alexandres de Moraes. Para onde esse país vai? A verdade precisa ser dita com todas as letras, porque a democracia no nosso país está esculhambada”, acrescentou.

A legislação determina que a aposentadoria de ministros do Supremo Tribunal Federal é compulsória ao atingirem 75 anos de idade. As próximas vagas a serem abertas na corte por limite de idade serão as do ministro Luiz Fux (em 2028), da ministra Cármen Lúcia (em 2029) e do ministro Gilmar Mendes (em 2030). Na sequência, o ministro Edson Fachin alcançará a idade limite em 2033.

A abertura do evento no Pacaembu foi marcada por momentos de comoção de Flávio Bolsonaro, que chorou ao assistir a um depoimento em vídeo gravado por seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que não esteve presente em São Paulo.

Na gravação exibida nos telões da arena, Carlos classificou a disputa eleitoral deste ano como a cartada final da família na oposição ao Governo Federal.

“Crescemos juntos, compartilhamos alegrias, dificuldades, responsabilidade e aprendizado. Como qualquer família, tivemos momentos de discordância e divergência, mas uma coisa nunca faltou: respeito, amor fraterno e confiança que construímos ao longo desse caminho”, afirmou Carlos no vídeo.

O vereador também defendeu a atuação do irmão mais velho ao enfatizar o perfil pessoal e familiar do pré-candidato.

“Quem vê apenas o homem público, muitas vezes não enxerga a pessoa que existe por trás dele. E eu conheço o pai e marido dedicado que tu és. A pessoa que tem dedicação, disciplina e coragem para enfrentar os desafios, não importa o tamanho deles. Sei da responsabilidade da missão que você recebeu”, concluiu.

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