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Política

Lula defende embate com o Congresso sobre emendas e prega corte no fundo partidário

Por Fhagner Soares, ContilNet 02/08/2026 12:56
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2/8) que, em caso de reeleição, pretende travar uma disputa política com o Congresso Nacional para rever a distribuição de emendas parlamentares e alterar o modelo de financiamento das agremiações políticas. As declarações foram dadas durante a convenção nacional do PT, em São Paulo, que homologou oficialmente a sua candidatura à Presidência da República.

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Aos 80 anos, o petista disputará o Palácio do Planalto pela sétima vez, tendo novamente o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa. A coligação reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSB, PDT, PSol e Rede.

Em seu discurso diante de militantes e aliados, o mandatário argumentou que o Poder Executivo perdeu atribuições nos últimos anos, incluindo autonomia em indicações para agências reguladoras e tribunais superiores, o que comprometeria a governabilidade.

“Minha quarta Presidência é para mudar muita coisa neste país. Vai ter briga com emenda parlamentar e com o papel que hoje tem o Legislativo”, declarou. Lula acrescentou que deixará de lado o perfil conciliador de gestões passadas em favor de uma postura mais assertiva: “Não posso permitir que o presidente da República vá perdendo seus direitos. Vai ter de ter uma briga democrática para fazer uma mudança neste país.”

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O presidente também direcionou críticas ao atual modelo de financiamento público de campanhas via fundo partidário, afirmando que o formato gera distorções no sistema político e aproxima as legendas da “promiscuidade”. O petista disse preferir a época em que as siglas se sustentavam por meio da contribuição direta de filiados e venda de materiais.

Durante o ato, Lula admitiu ter realizado pedido explícito de voto antes do prazo permitido pela legislação eleitoral — a propaganda oficial só começa em 16 de agosto. O caso ocorreu no sábado (1º/8), em evento político na Bahia, onde pediu diretamente o apoio dos eleitores para um quarto mandato.

“Eu falei na Bahia, e eu vou ser multado. Eu falei na Bahia, pedi voto, mas eu não deveria ter pedido. Você só pode pedir depois do dia 15”, reconheceu o mandatário, antecipando uma possível contestação na Justiça Eleitoral.

Em aceno ao eleitorado feminino, o petista reforçou o combate à violência de gênero como pauta central de sua plataforma, declarando que “quem bate em mulher não vota em mim” e destacando a necessidade de respeito aos direitos das mulheres na sociedade.

Ao abordar as pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente, Lula pediu calma à militância e sustentou que o cenário eleitoral só começará a se definir de forma efetiva com o início oficial da campanha.

O evento em São Paulo reuniu as principais lideranças da base governista. Entre os presentes, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) destacou a inserção internacional do presidente, enquanto Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, discursou com críticas ao grupo político de oposição.

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