19/09/2026

Noite de escuta e diálogo reúne Rosana Cavalcante e moradores da Vila Acre

Encontro na comunidade Bom Jesus reuniu moradores, servidores públicos, indígenas e lideranças

Por Redação ContilNet
A proposta da agenda, segundo a apresentação feita no encontro foi aproximar a candidata da população | Foto: Ascom

A noite desta quarta-feira (17) ganhou um cenário simples e simbólico na comunidade Bom Jesus, no bairro Vila Acre, em Rio Branco. Sob a copa de uma frondosa mangueira, moradores se reuniram com a candidata a deputada estadual Rosana Cavalcante para uma conversa marcada pela escuta, pelo relato de experiências e pela apresentação de propostas. Rosana é candidata pelo PDT e concorre à Assembleia Legislativa do Acre.

O encontro reuniu homens e mulheres de diferentes trajetórias, entre moradores da comunidade, funcionários públicos, indígenas, amigos e convidados. A agenda foi articulada pelo professor Antônio Matias e pelo casal Roselaine da Silva Bomfim e Flavio Alves Mendonça Ortiz, que mobilizaram participantes interessados em apresentar demandas e compartilhar um pouco da realidade vivida na região.

Em meio à conversa, Rosana Cavalcante apresentou suas propostas e ouviu os participantes. Mais do que uma exposição de ideias, o encontro foi construído a partir de histórias, perguntas e reivindicações trazidas por quem conhece de perto os desafios cotidianos da comunidade.

Rosana é candidata pelo PDT e concorre à Assembleia Legislativa do Acre | Foto: Ascom

A proposta da agenda, segundo a apresentação feita no encontro foi aproximar a candidata da população e conhecer diferentes realidades para, a partir dessas experiências, discutir caminhos para uma atuação na Assembleia Legislativa. A reunião integra a programação de campanha de Rosana Cavalcante, que tem realizado encontros com comunidades e segmentos da sociedade para apresentar suas propostas e ouvir demandas.

Uma lembrança que atravessou os anos – Entre os relatos da noite, um depoimento ganhou um significado especial: a professora Neiva Nara de Araújo Silva contou como conheceu Rosana Cavalcante anos atrás, quando ela ainda atuava como reitora do Instituto Federal do Acre (Ifac).

Neiva recordou que, na época, coordenava uma escola de Educação Infantil e buscava um espaço adequado para realizar a cerimônia de certificação das crianças. Ao passar em frente ao Ifac, na região da Arena da Floresta, imaginou que o auditório poderia proporcionar às crianças um momento especial.

A partir daí, segundo seu relato, começou uma tentativa que poderia ter terminado em uma negativa. Mas a porta foi aberta. “Conheci a professora Rosana Cavalcante muito por acaso, quando ela ainda era reitora do Ifac. Eu sou coordenadora de uma escola de Educação Infantil”.

Ela disse que, como professora, está acostumada a bater em portas e ouvir muitos nãos. Mesmo assim, ela e sua equipe esteve na Reitoria para conversar e explicar o sonho da comunidade escolar. “A Rosana poderia simplesmente ter dito não. Ela não me conhecia, nós não éramos amigas e aquele espaço tinha uma finalidade administrativa. Não havia nenhuma obrigação de nos atender”.

a noite terminou com a marca de um encontro construído a partir de histórias | Foto: Ascom

A profa. Neiva Nara, que é esposa do prof. Antônio Matias, disse que a então reitora do Ifac ouviu e decidiu abrir as portas do auditório para a escola. E ainda ofereceu o suporte necessário para que aquele momento acontecesse. “E foi lindo! Ver aquelas crianças entrando naquele espaço, as famílias emocionadas e toda a equipe celebrando aquele momento foi algo que ficou marcado em mim”.

A lembrança voltou à memória de Neiva anos depois, quando ouviu novamente o nome de Rosana Cavalcante. O reencontro com Rosana Cavalcante, contou ela, veio acompanhado da lembrança de uma experiência pessoal vivida muito antes da campanha. “Anos depois, quando ouvi o nome dela novamente através do meu esposo, que chegou em mim e disse que iria apoiar uma pessoa para deputada estadual, eu logo relutei. Disse que não gostava de me envolver em política e perguntei quem era a pessoa. Ele disse que era a professora Rosana Cavalcante, e eu imediatamente lembrei aquele nome e dessa história. Não por causa de política, mas por causa de uma atitude que nunca esqueci”.

Quando uma porta aberta vira memória – Ao concluir seu depoimento, Neiva Nara relacionou aquela experiência a algo maior do que a utilização de um espaço físico. Para ela, o episódio representou a oportunidade de realizar um sonho construído pela escola e pelas famílias. “Às vezes, para quem abre uma porta, pode parecer apenas um gesto. Para quem está do outro lado, pode significar a realização de um sonho”.

Ela destacou a oportunidade de compartilhar a história vivida em um momento muito especial. “Foi uma porta que se abriu quando poderia ter permanecido fechada. Foi alguém que escolheu olhar para uma necessidade da escola e enxergar, antes de qualquer burocracia, as crianças que estavam por trás daquele pedido”.

Sob a mangueira, entre as falas dos moradores e as propostas apresentadas, a noite terminou com a marca de um encontro construído a partir de histórias. Rosana Cavalcante lembrou que o encontro uniu de um lado, as demandas de uma comunidade que busca ser ouvida; de outro, uma candidata que apresenta suas ideias e percorre diferentes espaços em busca de diálogo.

Conteúdo Original / Fonte: Ascom

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