23/09/2026

Programa do Governo Lula ajuda a diminuir número de furtos e roubos de celulares no Acre

Governo Federal iniciou uma nova fase do Programa Celular Seguro, que agora envia mensagens automáticas por WhatsApp a celulares cadastrados como roubados, furtados ou perdidos sempre que um novo chip for inserido no aparelho

Por Matheus Mello, ContilNetAtualizado
Proibição de celular melhora aprendizado no 1º mês, diz secretário da Educação. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 revelou que os roubos e furtos de celulares se tornaram porta de entrada para o crime organizado no ambiente digital, além de impulsionarem o sentimento de medo e insegurança na população. Para conter essa realidade, o Governo Federal iniciou uma nova fase do Programa Celular Seguro, que agora envia mensagens automáticas por WhatsApp a celulares cadastrados como roubados, furtados ou perdidos sempre que um novo chip for inserido no aparelho.

Programa foi criado pelo Governo Federal/Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A iniciativa tem como foco principal desarticular redes de receptação e revenda ilegal, que movimentam um comércio paralelo lucrativo e alimentam outros tipos de crimes. “O foco está em quem lucra com o crime, não no cidadão comum que comprou sem saber. O objetivo é restituir o aparelho à vítima e enfraquecer o mercado criminoso que financia outras atividades ilegais”, explicou o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Manoel Carlos de Almeida Neto.

Além da comunicação via WhatsApp pelos números oficiais do MJSP — (61) 2025-3000 e (61) 2025-3003 —, a pessoa que estiver com o aparelho será orientada a acessar o site www.gov.br/celularseguro, comparecer a uma delegacia com a nota fiscal ou documento comprobatório de propriedade e, caso não consiga comprovar a origem, deverá devolver o celular.

Consulta antes da compra é essencial

Consumidores que desejam adquirir celulares usados devem, obrigatoriamente, verificar a situação do aparelho antes da compra. A checagem pode ser feita gratuitamente por meio do aplicativo Celular Seguro (opção “Celulares com Restrição”), pelo site celularseguro.mj.gov.br ou ainda pela plataforma da Anatel (gov.br/anatel), informando o número do IMEI (acessado pelo comando *#06# no celular).

Entre as orientações para evitar cair em esquemas de receptação, estão: preferir lojas ou vendedores com boa reputação, exigir nota fiscal e cadastrar o aparelho no modo de recuperação logo após qualquer ocorrência de roubo ou furto.

Números em queda no país — e no Acre

Em âmbito nacional, os dados do Anuário indicam uma redução de 10,1% nos furtos de celulares em 2023, com 442,9 mil registros contra 492,9 mil em 2022. A queda foi observada em 21 das 27 unidades da Federação. Os roubos de celulares se mantiveram estáveis: 494 mil registros em 2023, frente a 490 mil no ano anterior, embora 12 estados tenham apontado queda nesse tipo de crime.

O Acre teve um dos melhores desempenhos do país. O número de roubos caiu 50,9%, passando de 356,4 ocorrências por 100 mil habitantes em 2022 para 174,9 em 2023. Já os furtos diminuíram 9,2%, com 189,4 registros por 100 mil habitantes em 2023, ante 208,5 em 2022.

Mesmo com a queda, a capital acreana, Rio Branco, ainda aparece na 37ª posição entre as 50 cidades brasileiras com maiores taxas de roubo e furto de celular, com 892 ocorrências por 100 mil habitantes.

Um problema global

O roubo e furto de celulares não é um desafio exclusivo do Brasil. Segundo o Anuário, nos Estados Unidos, 60% dos roubos em São Francisco envolviam celulares em 2023, e em Oakland, esse número subia para 75%. No Reino Unido, o crescimento foi de 20% no último ano, com 52 mil aparelhos subtraídos só em Londres. Segundo o Financial Times, desde 2022, os furtos e roubos de celulares superaram os casos de roubo de cartões de crédito e dinheiro.

Redes internacionais de crime

Um relatório da Interpol destaca que, em 2014, redes transnacionais de roubo e receptação de celulares movimentavam até US$ 500 mil por dia na América Latina, envolvendo países como Brasil, Colômbia, Peru, Venezuela, Chile, Equador e México. Os celulares roubados são frequentemente usados para fraudes bancárias e golpes, sendo, em sua maioria, revendidos em países da África, onde os bloqueios das operadoras brasileiras não funcionam — como Angola, Nigéria e Guiné-Bissau.

Com a ampliação do Celular Seguro, o Governo Federal busca reduzir os danos causados por esse tipo de crime e restaurar a segurança dos cidadãos, mirando nos verdadeiros responsáveis pelo esquema: as engrenagens do crime organizado.

Conteúdo Original / Fonte: Ana Caroline Santiago, ContilNet

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