A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) criticou e enumerou alguns pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, que trata da reforma administrativa proposta pelo governo, também conhecida como PEC da Rachadinha. A proposta deve ser votada ainda esta semana.
“Essa PEC reduz o nĂşmero de concursos pĂşblicos e aumenta o nĂşmero de QI (Quem Indica), cargos que ficam Ă disposição de indicação polĂtica. É uma PEC inconstitucional, porque ela rasga a Constituição, que assegura ao cidadĂŁo o direito a saĂşde, segurança e educação pĂşblica”, diz a parlamentar, ao acrescentar que se aprovada, a PEC reduzirá a qualidade e os serviços pĂşblicos.
Perpétua destaca que além de prejudicar os servidores públicos e reduzir o número de concursos, a proposta também prejudica diretamente a população mais pobre.
“Quem precisa de SaĂşde, Educação e Segurança PĂşblica sĂŁo as pessoas mais simples. Quem precisa ficar dias e dias na fila do INSS para conseguir um auxĂlio maternidade Ă© o mais pobre. SĂŁo essas pessoas que precisam do serviço pĂşblico. Esse discurso fajuto do Bolsonaro de que Ă© preciso diminuir o tamanho do Estado, reduzindo o nĂşmero de servidores pĂşblicos, Ă© um discurso contra os servidores e contra o povo. Quando vocĂŞ diminui a responsabilidade do Estado na Segurança, Educação ou SaĂşde, quem fica prejudicado Ă© o povo”.
A parlamentar acreana afirma que a reforma abre caminho para a privatização do serviço público.
“No relatório mesmo diz que Saúde e Educação não são carreiras de estado. Bolsonaro e Guedes estão mentindo mais uma vez, dizendo que é preciso fazer reforma para aumentar os empregos no Brasil. Cadê os empregos que apareceriam depois da Reforma da Previdência? Pelo contrário, o desempregou só aumentou”.


