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Política

Relatório da PF usado por Moraes contra Mendonça não tem valor probatório

Por Redação ContilNet 04/09/2026 08:27
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Documento da Polícia Federal carece de assinatura de delegados, possui carimbo de difusão restrita e se baseia em análises temporárias de cenário.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de acusar o colega de toga André Mendonça de abuso de autoridade e improbidade administrativa fundamentou-se em um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) repleto de ressalvas técnicas.

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De acordo com as informações apuradas pelo jornalista Carlos Estênio Brasilino, a própria corporação classificou os dados coletados com índices de confiança “baixo” ou “moderado”.

“Apesar de as hipóteses da PF serem preliminares e marcadas por baixa credibilidade, a decisão de Moraes as tratou como fatos consumados ao acionar a Presidência do STF”, ponderou Carlos Estênio Brasilino em sua apuração.

Ausência de provas documentais e inconsistências internas

Conforme detalhado pela reportagem de Carlos Estênio Brasilino, o levantamento possui natureza estritamente temporária de trabalho e contraria preceitos formais:

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Qual foi a origem do relatório usado por Moraes contra Mendonça?

Trata-se de uma análise temporária de cenário produzida pela inteligência da Polícia Federal sobre investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS.

Por que o relatório da PF é considerado sem valor probatório?

Porque o próprio documento registra essa limitação, por não conter provas documentais, fundamentar-se em relatos anônimos e carecer de assinaturas e cabeçalho oficial.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet
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