O partido Novo oficializou, em convenção nacional realizada na segunda-feira (27/7) em Brasília (DF), a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República. Em seu primeiro discurso como candidato formal da legenda, o político adotou um tom crítico em relação à condução do governo federal e afirmou que o eleitorado busca mudanças no comando do país.
“Ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e PT, ninguém. No passado foi mensalão, petrolão, mala de dinheiro, Lava Jato e agora estamos com Banco Master, desconto dos velhinhos e um governo que não tem plano de futuro e só pensa em eleição”, declarou o candidato.
Ao longo do pronunciamento, o ex-governador reafirmou sua oposição ao Partido dos Trabalhadores e situou a rejeição ao projeto petista como eixo central do seu programa político. “Tudo o que dá certo neste país parece que o PT não gosta. A minha bandeira é estar contra o PT”, disse.
Zema também abordou temas de segurança pública e geopolítica ao comentar a classificação de facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas por parte dos Estados Unidos. Segundo o candidato, o Brasil precisa lutar para “retomar a soberania que estamos perdendo”.
O pré-candidato inicia a campanha nas ruas sem a definição do ocupante da vaga de vice na chapa, posto que permanece aberto em negociação com outras forças partidárias.
A confirmação do nome de Zema ocorreu no mesmo dia em que o instituto Nexus, em levantamento contratado pelo Banco BTG Pactual, apontou o pré-candidato do Novo em cenário de empate técnico contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual simulação de segundo turno.
Segundo a sondagem divulgada nesta segunda-feira, Lula registra 46% das intenções de voto no duelo direto, enquanto Zema marca 42%. A diferença entre os dois se enquadra na margem de erro máxima da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
