A Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, firmou um acordo nos Estados Unidos que pode chegar a cerca de US$ 18 bilhões para encerrar processos relacionados à segurança de crianças e adolescentes nas redes sociais. Além do pagamento, a empresa se comprometeu a implementar novas restrições para usuários menores de 18 anos.
Entenda o motivo do processo
O processo começou em 2023, quando procuradores-gerais de diferentes estados norte-americanos passaram a questionar a forma como as plataformas eram desenvolvidas para atrair e manter crianças e adolescentes conectados por mais tempo.
Segundo as acusações, a Meta teria utilizado recursos capazes de incentivar o uso prolongado do Instagram e do Facebook, enquanto minimizava ou ocultava possíveis riscos relacionados à saúde mental dos jovens. Além disso, os processos apontaram supostas violações de leis de proteção à criança.
Quais mudanças serão implementadas?
Além do acordo financeiro, a Meta anunciou também uma série de medidas voltadas à proteção de usuários menores de 18 anos nas jurisdições participantes dos Estados Unidos. Entre elas, estão:
Limite diário de uso: Além disso, os adolescentes terão um limite padrão de duas horas por dia, considerando o tempo gasto no Instagram e no Facebook. Para alterar essa restrição, será necessária a autorização dos pais.
Bloqueio durante a madrugada: Da mesma forma, as plataformas terão um bloqueio padrão entre meia-noite e 6h, restringindo o acesso de adolescentes a recursos como Feed, Stories, Explorar e Reels.
Modo escolar: Além disso, as plataformas silenciarão as notificações durante o horário escolar, com exceções para mensagens diretas e alertas de segurança.
Mais controle sobre o feed: adolescentes poderão contar com opções de navegação sem recomendações personalizadas por algoritmos, ampliando o controle sobre os conteúdos exibidos.
Curtidas ocultas: a contagem de “likes” e outras reações poderá permanecer escondida para usuários menores de idade.
Mais proteção e controle parental: o acordo também prevê o fortalecimento de ferramentas de supervisão dos pais e de mecanismos relacionados à identificação da idade dos usuários.
O papel da família
Apesar dessas medidas, a participação da família continua sendo fundamental para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Por isso, nenhuma ferramenta substitui o acompanhamento dos pais e responsáveis na rotina dos jovens.
Diante disso, é importante conhecer os hábitos digitais dos filhos, estabelecer limites e conversar sobre os conteúdos consumidos nas redes sociais. Além disso, atividades fora das telas, como esportes, leitura e momentos em família, podem contribuir para uma rotina mais equilibrada.
Alternativas para além das telas
Além do ambiente digital, a convivência presencial e a participação em atividades coletivas também podem contribuir para o desenvolvimento de adolescentes e jovens. Nesse sentido, a Universal desenvolve iniciativas voltadas a diferentes faixas etárias.
