Rio Branco, Acre,


Itália celebra 70 anos da República e do direito de voto das mulheres

A Itália atravessa novamente um período de renovação constitucional, para tornar as instituições mais modernas e eficazes.

Presidente italiano, Sergio Mattarella, esteve presente no desfile militar e civil nesta quinta-feira (2) - AFP / QUIRINALE PRESS OFFICE / FRANCESCO AMMENDOLA
Presidente italiano, Sergio Mattarella, esteve presente no desfile militar e civil nesta quinta-feira (2) – AFP / QUIRINALE PRESS OFFICE / FRANCESCO AMMENDOLA

A Itália comemorou hoje (2), com um grande desfile militar e civil em Roma, o 70º aniversário do referendo que permitiu o nascimento da República e deu o direito de voto às mulheres.

“Os valores da liberdade, justiça, respeito dos direitos humanos e dos povos são ainda hoje os fundamentos da coesão da nossa sociedade e os pilares sobre os quais se apoia a construção da Europa”, disse o presidente italiano, Sergio Mattarella, numa mensagem às Forças Armadas.

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Uma parada militar pelos fóruns imperiais da cidade, uma cerimónia no monumento do soldado desconhecido, e a passagem dos “Frecce tricolori”, patrulha acrobática da Força Aérea italiana, marcaram as comemorações, às quais assistiram Mattarella e o primeiro-ministro, Matteo Renzi.

A novidade deste ano foi o desfile de 400 presidentes de câmara, ao lado da parada militar, três dias antes da primeira volta das eleições municipais em várias localidades italianas, incluindo Roma.

Em 2 de junho de 1946, os italianos – e pela primeira vez as mulheres – votaram a favor da criação da República e elegeram uma assembleia constituinte.

A Itália atravessa novamente um período de renovação constitucional, para tornar as instituições mais modernas e eficazes.

Em outubro, os italianos vão votar em referendo uma importante reforma, já aprovada em abril pelo Parlamento, que limita os poderes do Senado e deverá resultar em maior estabilidade governamental. Desde 1945, a Itália conheceu 63 governos.

Da reforma do mercado de trabalho à modernização da vida política, para responder aos desafios da migração, terrorismo e austeridade na Europa, o governo de centro esquerda de Renzi conseguiu romper com um certo imobilismo do passado.

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