Rio Branco, Acre,


DJ’s da cidade promovem festival de música eletrônica no “Lago do Amor”

Artistas consagrados e novatos se apresentam gratuitamente e cobram pela apresentação apenas a doação de um quilo de alimento não perecível a ser doado a entidades sociais

O chamado “Lago do Amor”, uma área de lazer e passeio público localizada nas ruas de acesso aos residenciais Ipê e Conjunto Tucumã, em Rio Branco (AC), está tomado de pessoas, de todas as idades, para assistirem a um encontro de DJs durante a apresentação de um festival de música eletrônica, na noite deste domingo (28). As pessoas dançam e fazem performance como estivessem numa boate ao ar livre. As apresentações devem continuar até às 22 horas.

Djs fizeram apresentação neste domingo (28)/Foto: ContilNet

A apresentação é livre, e os organizadores e idealizadores do evento, Ermilson Silva, Carlos Veloso, Webinho e Abílio Jr. pedem que os interessados em participar do evento levem ao menos um quilo de alimentos não perecíveis, que serão arrecadados e doados ao Educandário Santa Margarida ou a outras entidades que trabalhem com assistência social às pessoas carentes. O encontro dos DJs ocorre uma vez por mês e este é de número sete, em vários pontos da cidade. É a primeira que o encontro ocorre no “Lago do Amor”, que deve passar a ser escolhido preferencialmente pelos DJs. “Este local é muito massa”, definiu um dos participantes, o DJ Jaymar, 44 anos e há 27 na atividade.

Os DJs se apresentam sozinhos ou em duplas. Pelo palco já passaram ou devem passar ainda na noite deste domingo, além de Jaymar, os DJ Cau Bartholo, e se apresentando em dupla Nareza e Yuri Vargas, Wanderson e Paulo Vico, Jaymar e Thomas, Juça Lima e Ermilson. Em carreia solo, assim com Cau Bartolo, se apresentam Jean Ney e Carson.

Cau Bartholo foi uma das primeiras dj feminina no Acre/Foto: ContilNet

Até recentemente, Cau Bartholo era a única DJ feminina no Acre, mas agora ela não está mais reinando sozinha na atividade. “Há outras garotas na balada”, disse ela, que tem 34 anos e desde os 17 está na atividade, da qual sobrevive. “É uma profissão como noutra qualquer”, disse. A diferença é que o DJ trabalha ouvindo música e, não raro, dançando e pondo o povo para dançar.

Bartolo conta que cresceu num ambiente musical, com sua mãe, Kátia Santos, sempre ouvindo Música Popular Brasileira, e seu pai, Walter Bartolo, músico e intérprete de Bossa Nova, e seu encontro com a música eletrônica foi por acaso. “Umas amigas minhas, quando eu adolescente e ouvia as músicas que meus pais ouviam, me convidaram para um aniversário em que a trilha sonora era música eletrônica e me botaram para operar a mesa de som. Adorei a ideia e não parei mais”, revela.

A primeira edição do festival de música eletrônica no “Lago do Amor” parece ter agrado frequentadores e quem passava por ali. “Coisa boa. Chega de pagode. Para onde a gente se vira, só toam pagode. Pagode é bom, mas tem que ter outra coisa”, disse, por exemplo, um dos espectadores, o advogado Agenor Jerônimo.

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