Rio Branco, Acre,


Presidente da Fieac diz que torce para que o setor da construção civil volte ao patamar de 2014

Se retomadas, as obras podem gerar milhares de empregos na cadeia da construção civil

O ano de 2019 começou!

José Adriano*

Começou o ano para a construção civil. Isto porque, no mês de setembro, o Governo do Estado publicou os primeiros editais de licitações de obras para o setor. A expectativa é grande, mesmo que não haja condições de execução e recebimentos neste ano.

Mas, se tudo já estiver contratado até o início do próximo verão, aumenta a autoestima do empresário para acreditar em dias melhores e evita a desmobilização de mão-de-obra, facilita o planejamento e aquece a economia, movimentando todos os setores da indústria de transformação. O desafio do segmento tem sido monstruoso. Portanto, apesar de toda euforia, vamos ficar atentos à confirmação dos recursos para poder comemorar. Além disso, faz-se necessário retomar as obras que estão paradas no Acre.

Segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE), divulgado no primeiro semestre deste ano, existem 76 obras públicas que não foram concluídas e estão paralisadas no estado. Se retomadas, as obras podem gerar milhares de empregos na cadeia da construção civil e dinamizar a economia.

Esse é um objetivo importante, sobretudo ante as dificuldades para a retomada do crescimento. É isso, também, o que anseiam o setor produtivo e os milhares de acreanos desempregados.

Segundo dados divulgados pelo Observatório do Desenvolvimento, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou, em agosto passado, um crescimento no nível de emprego em torno de 8% no Acre. Sem dúvidas, os resultados do emprego formal para a construção civil são importantes e reforçam que o setor começou a caminhar. Entretanto, sempre é bom destacar que os números ainda estão distantes de recuperar as vagas perdidas nos últimos anos.

A construção civil exerce papel fundamental na agenda positiva de fortalecimento do desenvolvimento de toda e qualquer região. O setor é capaz de construir as bases sólidas para o crescimento. Mas, especialmente, ele é capaz de promover o desenvolvimento social, gerando emprego e distribuindo renda, tão necessários ao bem-estar da população. Por enquanto, cabe a nós aguardar e torcer para que novas publicações aconteçam e o setor da construção civil volte aos patamares de 2014.

* José Adriano é o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC)

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