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18 junho, 2021 6:32 am
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Presidente Jair Bolsonaro afirma fim da Zona Franca de Manaus

Senadores acham que proposta seria chantagem por ação de parlamentares amazonenses na CPI da Covid do Senado

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Os senadores Omar Azize (PSD) e Eduardo Braga (MDB), que representam o Estado do Amazonas e fazem parte da CPI da Covid no Senado, terminam a semana prontos para uma possível guerra contra o presidente Jair Bolsonaro. A causa seria a Zona Franca de Manaus, citada em live do presidente na noite de noite de quinta-feira (20) e cuja citação foi vista pelos parlamentares como uma ameaça aos integrantes da CPI da Covid e irritou parlamentares amazonenses.

A live de Bolsonaro foi feito horas depois do fim do segundo dia de depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, general da ativa do Exército brasileiro. Bolsonaro citou políticas implementadas por governos militares e a criação da Zona Franca de Manaus. Em seguida, citou os senadores que estão na CPI – o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD), e o emedebista Eduardo Braga.

“Imagine Manaus sem a Zona Franca. Hein, senador Aziz, você que fala tanto na CPI, senador Eduardo Braga, imagine aí o Estado, ou Manaus, sem a Zona Franca”, afirmou Bolsonaro. Os senadores como uma possível chantagem do presidente sob ameaça de acabar com a Zona Franca de Manaus caso os senadores amazonenses continuem indóceis com seu Governo.

Já na noite de quinta, os dois senadores reagiram. Aziz afirmou que viu a fala do presidente com “estranheza”. “São falas que não contribuem. Também não facilitam a vida do governo na CPI”, disse.
Eduardo Braga também reagiu. “Muito estranho para alguém que diz defender a Zona Franca, direito constitucional dos amazonenses que cuidam da maior floresta em pé do mundo”, disse o senador, afirmando que não aceitará ameaças.

Outros parlamentares do Estado também reagiram. Em rede social, o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL) disse que, ao ameaçar a Zona Franca, Bolsonaro não ameaça apenas os senadores da CPI, mas “os empregos de milhares de amazonenses, os negócios das empresas que investem em Manaus, a receita de impostos estaduais que pagam saúde e educação”.

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