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27 julho, 2021 5:50 pm
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Coronel Ulysses e vice-governador Major Rocha estão rompidos, diz colunista

Militares da reserva, antes amigos e aliados, agora trocam farpas publicamente; “aventureiro”, diz coronel

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Criminosos voltam a clonar celular de Petecão

O telefone celular do senador Sérgio Petecão (PSD-AC) foi clonado nas últimas horas pela segunda vez em menos de um ano, informou a assessoria do parlamentar. O mesmo informe diz que, se pedirem dinheiro ou forem feitas ligações em nome do senador, será uma ação criminosa. A Polícia Federal deverá ser acionada para investigar o caso.

Bozella e Major Rocha, uma dupla e tanto

Ainda sobre o imbróglio envolvendo o caviloso vice-governador Major Rocha e a direção regional do PSL: faz menos de 30 dias que ele foi à direção nacional da sigla, em Brasília, pedindo a cabeça do presidente local, Pedro Valério. Ouviu um sonoro não, mas não desistiu. Ao saber que o presidente interino, Antônio de Rueda, estava vindo ao Acre, Major Rocha conseguiu colocar dentro do avião do executivo – que viajou ao lado do senador Márcio Bittar – o deputado federal Júnior Bozella (PSL-SP) para vir alugando o ouvido de quem defende a ida do Partido para a base de apoio do governador Gladson Cameli. Bozella não conseguia esconder a simpatia por Major Rocha.

Aliás, Bozella é o mesmo deputado que veio ao Acre em junho do ano passado e tentou colocar a direção do PSL no colo de Major Rocha. Parece apaixonado pelo vice-governador e ainda tenta mantê-lo no jogo.

PSL esteve bem perto das mãos de Alan Rick

O que pouca gente sabe é que, antes de se segurar no cargo, o presidente Pedro Valério esteve ameaçado pelo deputado federal Alan Rick, atualmente no DEM e que tentou abocanhar o PSL. Para isso, contou com a ajuda até do senador Petecão. Mas, neste sentido, Pedro Valério foi mais rápido e recorreu ao senador Márcio Bittar para se segurar na função e trazer o Partido para o projeto de reeleição do governador Gladson Cameli.

Com esta estratégia, Valério conseguiu ficar ainda mais forte porque o diretório do Acre foi o primeiro a apresentar à executiva nacional uma chapa completa de pré-candidatos a candidatos a deputados federais.

Um grande Fundo Partidário

É claro que o que está em jogo, nesta disputa pelo PSL, são os recursos do Fundo Partidário. Dono da maior fatia do bolo do Fundo Partidário nacional, com algo em torno de RS 600 milhões, deve investir pesado para eleger pelo menos um deputado federal no Acre. A ambição é fazer dois, mas se der para eleger ao menos um, as executivas estadual e federal já se dão por satisfeitas. E deve jogar pelo menos R$ 10 milhões na campanha em busca deste projeto. É que a eleição de um deputado federal pelo Acre, que tem o mesmo peso de um eleito por São Paulo, é bem mais barata que os investimentos na campanha paulista.

A incômoda situação de Alan Rick

A investida do deputado Alan Rick sobre o PSL, mostra que o parlamentar está incomodado no DEM, o seu Partido. É que ele tem que formar uma chapa completa de oito homens e quatro mulheres para ter alguma chance de reeleição. Como está difícil escalar pessoas com votos capaz de ajudá-lo – e quem tem chances de eleição pensa duas vezes antes de se filiar e disputar por um partido que já tem deputado, Alan estaria buscando uma nova sigla que possa ter a chapa completa, caso do PSL.

Não conseguindo via PSL, ele deve se filiar a outro Partido.

Tião Bocalom de olho no DEM

Na pior das hipóteses, se não conseguir se viabilizar para a reeleição dentro de um dos partidos da base do Governo, Alan Rick buscaria manter a candidatura ao Senado. Assim, se perdesse, pelo menos ele sairia da disputa por cima, na tática do “perder ganhando”.

As coisas não estão fáceis para o deputado. E o pior é que, mesmo filiado ao PP, do qual foi aclamado vice-presidente regional, o prefeito Tião Bocelam estaria interessado no DEM. Foi só saber que Alan Rick se movimentava para buscar outro partido, o prefeito já estava se mexendo em busca da sigla.

Perpétua é contra privatização da Eletrobrás

Em Brasília, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) levou a plenário, nesta quarta-feira (16), preocupação com a falta de investimento e planejamento no setor elétrico por parte do Governo Federal. Ela acha que a privatização da maior distribuidora de energia do Brasil, a Eletrobrás, que foi capitalizada para ser vendida e proibida de fazer investimentos em infraestrutura, contribuirá para agravar a crise energética no Brasil.

Segundo a parlamentar, a população precisa se preparar porque os apagões serão rotina no Brasil. A possível falta de energia pode afetar o crescimento do PIB e gerar impactos na inflação, em plena pandemia.

Crise não é por falta de chuva

“O governo está colocando a culpa da possível crise energética do país na falta de chuvas. Mas quem mora nesse país sabe: todos os anos temos período de chuvas e período de secas. Parece que Bolsonaro não sabia disso, quando suspendeu o horário de verão e proibiu a Eletrobrás de fazer investimentos de infraestrutura”, diz a deputada.

A deputada acrescenta ainda que cabe ao parlamento impedir o próximo reajuste de aproximadamente 20% na conta de energia.

Vai haver apagão no país, alerta deputada

De acordo com a deputada, deve haver apagões no país. “Prepararem-se! Quando começar os apagões, vai faltar dinheiro para pagar energia elétrica. Podem estocar velas porque será difícil ter luz elétrica. O governo Bolsonaro, de forma irresponsável, está levando o país a um verdadeiro apagão”.

Urbanitários em campanha contra privatização

A propósito disso, o Sindicato dos Urbanitários do Acre, assim como outros similares do país, deve bancar uma campanha na imprensa tentando convencer os parlamentares, deputados e senadores, a não entrarem na canoa do ministro Paulo Guedes, da Economia, em relação à privatização da Eletrobrás.

O escolhido para Cristo em relação ao assunto nesta semana foi o senador Sérgio Petecão. Usando a imagem do senador, o Sindicato pede que ele se ilumine e vote contra a privatização no Senado.

Senadores são casos perdidos, dizem sindicalistas

Não é por acaso que os sindicalista encarnam no senador Sergio Petecão. É que eles enxergam no filho dos finados Pelado e dona Raimunda o senador menos bolsonaristas dos três senadores pelo Acre. Márcio Bittar (MDB) e Mailza Gomes (PP), de tão bolsonaristas que são, neste caso da privatização da Eletrobrás, são apontados pelos sindicalistas como casos perdidos.

Não há segurança para a votação da Eletrobrás

A Medida Provisória que trata da privatização da Eletrobrás chegou ao plenário do Senado nesta quarta-feira (16). O tema está cercado de incertezas. Os senadores têm manifestado desconfiança com as possíveis consequências da medida, insatisfação com as mudanças no texto promovidas pela Câmara dos Deputados e dúvidas sobre a manutenção das suas próprias intervenções no texto final. Em meio a esses obstáculos, a MP já está perto do fim de seu prazo de validade: se não for aprovada pelo Congresso Nacional até a próxima terça-feira (22), perderá seus efeitos. Se o Senado alterar o texto, a medida provisória terá de passar por uma nova votação na Câmara para ser definitivamente aprovada no Congresso. Se o prazo expirar sem que haja a aprovação, o governo federal não poderá enviar outra MP sobre o mesmo tema neste ano.

Até senadores governistas têm dúvidas

Vários senadores já se insurgiram contra adições da Câmara ao texto da MP que são consideradas “jabutis”: dispositivos sem relação com o assunto central, que apenas “pegam carona” na proposta. Quando isso acontece, a Presidência do Senado pode declarar a impugnação do trecho contestado. A bancada do Podemos encaminhou ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, um pedido para remover quatro artigos do texto que veio da Câmara. Um deles insere a obrigação de que o governo federal contrate, por um período de 15 anos, usinas termelétricas movidas a gás natural nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste (mesmo em estados que ainda não tenham gasodutos instalados).

Aparelho de tomografia encaixotado no Juruá

Deputada federal Jéssica Sales (MDB-AC) fez uma séria denúncia na tarde desta quarta-feira (16). Ela disse que, ao visitar  o Hospital Regional do Juruá, se deparou com o novo aparelho de Tomografia Computadorizado encaixotado há quatro meses, “quando deveria estar em plena atividade auxiliando no diagnóstico de doenças de centenas de pacientes de Cruzeiro do Sul e do Vale do Juruá, como é essa a finalidade”. Jéssica Sales é médica.

O aparelho foi adquirido por meio de recurso de emenda parlamentar de autoria da deputada, no orçamento de 2020, para melhorar a estrutura da regional. Para se ter uma ideia, a parlamentar destinou na ocasião o montante de R$ 16 milhões para a compra de equipamentos e materiais permanentes de uso hospitalar, dentre esses, o aparelho de tomografia computadorizado.

Saúde diz que é preciso construir sala especial

A deputada diz que é inexplicável se aguardar tanto tempo para a instalação do aparelho. “Mais uma vez eu peço a sensibilidade do Governo do Estado para que seja resolvida essa situação insustentável” – disse a deputada Jéssica Sales. De acordo com as informações, a justificativa dada pela Sesacre, é que será necessária a construção de um espaço para acomodar o equipamento.

Denúncia envolve briga pela indicação de vice

A verdade tem que ser dita: ainda que tenha razão em suas denúncias, o que a deputada Jéssica Sales quer, na verdade, é atingir o secretário Alysson Bestene, apontado, até aqui, como a pessoa preferida para ser o candidato a vice na chapa para a reeleição do governador Gladson Cameli.

Embora façam beicinhos e digam que não querem o posto, os Sales querem sim a indicação e têm no nome da deputada Jéssica a indicada, por mais que ela também diga não querer. O MDB deve brigar pela indicação.

Se houvesse céu de brigadeiro…

Quem conhece a política local, não tem dúvidas: se o céu estivesse para brigadeiro na relação do governador com o vice Major Rocha, dificilmente Gladson Cameli iria ser candidato à reeleição. Estaria se preparando para entregar o cargo ao vice, renunciar nove meses antes do pleito para ser candidato a voltar ao Senado.

Por isso, a estrela de Alysson Bestene brilha tanto. Gladson Cameli sabe que, se for reeleito, em 2026 precisará sair para o Senado e precisa ter em seu lugar, na cadeira de governador, alguém da mais absoluta confiança.

Bittar volta a bater em governos do PT

No périplo que vem fazendo pelo interior do Acre, o senador Márcio Bittar (MDB-AC) e sua comitiva chegaram a Feijó, no final da tarde de terça-feira (15). O senador aproveitou para fazer um vídeo sob o pôr do sol em Feijó, que parece único. Mas aproveitou a beleza da natureza para, mais uma vez, sentar a ripa no PT e nos governos passados pela buraqueira na BR-364. De acordo com Bittar, a estrada se encontra daquela forma por ter sido uma obra mal feita, executada sob a égide dos governos petistas.

O senador anunciou que alocou R$ 98 milhões no Orçamento da União para investimentos na estrada, mas lembrou que tais recursos não serão suficientes. E responsabilizou os governos do PT pelos gastos com os reparos.

Ulysses e Rocha estão rompidos

Já não é mais possível que os amigos convidem os militares Ulysses Araújo (coronel) e o vice-governador Major Rocha, ambos na reserva, anteriormente tão amigos, agora os dois no PSL, para uma cervejinha no Clube dos Oficiais. Os dois estão rompidos. Na convenção de filiação da última segunda-feira, na Livraria Paim, ao ter direito à palavra, Ulysses Araújo, embora sem citar nomes, soltou os cachorros para cima de Rocha.

Disse, entre outras coisas, que o PSL, em 2020, ao retirar a candidatura do pecuarista Fernando Zamora para apoiar a candidatura pelo PSDB do professor Minoru Kimpara, foi levado a embarcar numa aventura. Na concepção de Ulisses, se tivesse mantido candidatura própria na Capital, o PSL teria tido um desempenho melhor e, ao menos preparado o nome de Zamora para outros embates.

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