22.3 C
Rio Branco
23 julho, 2021 11:02 pm
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Mãe que confessou matar bebê afogada por ‘chip da besta’ tem prisão preventiva decretada

Corpo da criança permanece no Imol até que alguém da família consiga fazer os trâmites para a liberação. 

POR LÚCIO BORGES ORTEGA - CORRESPONDENTE MS

CAMPO GRANDE (MS) –  A jovem Gabrieli Paes da Silva, 21 anos, que cometeu um ato bizarro e confessou ter matado a filha, um bebê de 5 meses, afogada, por que a menina tinha um ‘chip da besta’, continuará presa por tempo indeterminado. Ela, que estaria drogada, mas seria uma ‘mãe’, matou a filha na tarde de terça-feira (22), passeou com a bebê a noite, quando amigas viram a criança estática (morta).

Gabrieli ainda levou a garota na UPA Leblon, já quase no fim da noite, onde foi constatada a morte a horas e a mulher acabou sendo presa e confessou o crime, com mais agravante que houve um estupro na bebê. A jovem confessou ter matado a criança em uma bica d’água que servia de chuveiro, na casa onde morava com a bebê, na Vila Bandeirantes, na tarde de terça-feira (22).

A juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, no plantão desta manhã quinta-feira (24), decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva. Mais detalhes não foram divulgados porque o processo tramita em segredo de Justiça, por ser uma menor, apesar dela já estar morta.

Gabrieli, ainda na terça-feira, fim da noite e ratificado na manhã de ontem, confessou o crime, com uma versão macabra. Ela falou que no dia em que vacinou a filha, descobriu que ela tinha o “chip da besta” na cabeça e queria tirar isso da criança. O assassinato ocorreu no meio da tarde e na noite, ela foi com a bebê em um carrinho até a residência de amigas, onde tomaram cerveja.

Caminhos percorridos

As colegas perceberam que a menininha estava muito quieta e não se mexia. Quando encostaram, perceberam a criança gelada e então, levaram mãe e filha até na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Leblon. A garotinha já chegou sem vida, às 22h20 no posto de saúde.

Segundo profissionais de saúde que a socorreram, a bebê tinha o corpo enrijecido, sinal de que havia morrido há algumas horas. Também foram constatados sinais de estupro e por isso, a Guarda Municipal e Polícia Militar foram chamadas imediatamente.

Estupro ou violência corporal

Segundo a delegada de Proteção à Criança e ao Adolescente, a bebê tinha o ânus dilacerado e hímen rompido. Em depoimento, Gabrielle não quis falar sobre o estupro.

Mas, ele mencionou que havia levado a criança recentemente para consulta, onde um médico teria dito que a bebê tinha fechamento vaginal, que era para passar pomada. Porém, ao invés, de passar com dedos, ela teria enfiando palitos na vagina da bebê.

O corpo da criança permanece no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) até que alguém da família consiga fazer os trâmites para a liberação.

Os artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores. É permitida sua reprodução, total ou parcial desde que seja citada a fonte.