MĂŁe que confessou matar bebĂȘ afogada por ‘chip da besta’ tem prisĂŁo preventiva decretada

Por LÚCIO BORGES ORTEGA - CORRESPONDENTE MS 24/06/2021 às 12:22

CAMPO GRANDE (MS) –  A jovem Gabrieli Paes da Silva, 21 anos, que cometeu um ato bizarro e confessou ter matado a filha, um bebĂȘ de 5 meses, afogada, por que a menina tinha um ‘chip da besta’, continuarĂĄ presa por tempo indeterminado. Ela, que estaria drogada, mas seria uma ‘mĂŁe’, matou a filha na tarde de terça-feira (22), passeou com a bebĂȘ a noite, quando amigas viram a criança estĂĄtica (morta).

Gabrieli ainda levou a garota na UPA Leblon, jĂĄ quase no fim da noite, onde foi constatada a morte a horas e a mulher acabou sendo presa e confessou o crime, com mais agravante que houve um estupro na bebĂȘ. A jovem confessou ter matado a criança em uma bica d’ĂĄgua que servia de chuveiro, na casa onde morava com a bebĂȘ, na Vila Bandeirantes, na tarde de terça-feira (22).

A juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, no plantão desta manhã quinta-feira (24), decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva. Mais detalhes não foram divulgados porque o processo tramita em segredo de Justiça, por ser uma menor, apesar dela jå estar morta.

Gabrieli, ainda na terça-feira, fim da noite e ratificado na manhĂŁ de ontem, confessou o crime, com uma versĂŁo macabra. Ela falou que no dia em que vacinou a filha, descobriu que ela tinha o “chip da besta” na cabeça e queria tirar isso da criança. O assassinato ocorreu no meio da tarde e na noite, ela foi com a bebĂȘ em um carrinho atĂ© a residĂȘncia de amigas, onde tomaram cerveja.

Caminhos percorridos

As colegas perceberam que a menininha estava muito quieta e nĂŁo se mexia. Quando encostaram, perceberam a criança gelada e entĂŁo, levaram mĂŁe e filha atĂ© na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Leblon. A garotinha jĂĄ chegou sem vida, Ă s 22h20 no posto de saĂșde.

Segundo profissionais de saĂșde que a socorreram, a bebĂȘ tinha o corpo enrijecido, sinal de que havia morrido hĂĄ algumas horas. TambĂ©m foram constatados sinais de estupro e por isso, a Guarda Municipal e PolĂ­cia Militar foram chamadas imediatamente.

Estupro ou violĂȘncia corporal

Segundo a delegada de Proteção Ă  Criança e ao Adolescente, a bebĂȘ tinha o Ăąnus dilacerado e hĂ­men rompido. Em depoimento, Gabrielle nĂŁo quis falar sobre o estupro.

Mas, ele mencionou que havia levado a criança recentemente para consulta, onde um mĂ©dico teria dito que a bebĂȘ tinha fechamento vaginal, que era para passar pomada. PorĂ©m, ao invĂ©s, de passar com dedos, ela teria enfiando palitos na vagina da bebĂȘ.

O corpo da criança permanece no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) até que alguém da família consiga fazer os trùmites para a liberação.

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