AtĂ© segunda, acontece a mostra âBetty Faria â 80 anosâ, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), do Rio. Vinte e cinco longas foram reunidos para homenagear a atriz carioca que completou, em maio, oito dĂ©cadas de vida bem vivida e Ă© uma das mais emblemĂĄticas do cinema brasileiro. âMeu ego e minha vaidade estĂŁo aduladĂssimosâ, conta Betty, emoldurada pelo cabelo farto e prateado, em uma entrevista feita por chamada de vĂdeo. PorĂ©m, em paralelo Ă s palavras de contentamento, ela ressalta a indignação que sente diante do tratamento que o governo Bolsonaro tem dado Ă sĂ©tima arte. âNosso cinema estĂĄ empacado, nossos tĂ©cnicos maravilhosos, desempregadosâ, lamenta. âĂ importante esclarecer que toda obra de audiovisual paga uma porcentagem a um ĂłrgĂŁo governamental. SĂŁo milhĂ”es destinados Ă realização de filmes brasileiros. PorĂ©m, esse dinheiro foi sequestrado. A mamata Ă© de quem estĂĄ pegando o nosso dinheiro.â
O Brasil que se revelou nos Ășltimos dois anos despertou diversos questionamentos na atriz, mas nĂŁo abalou o espĂrito livre e a personalidade destemida da menina nascida e criada em Copacabana que ingressou no carreira artĂstica como bailarina. âCerta vez ouvi de um namorado: âĂ foda porque vocĂȘ Ă© uma adolescente com experiĂȘnciaââ.
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