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20 junho 2022 11:26 am

Caso Bruno e Dom: indigenista pediu para não aparecer em reportagem por causa de ameaças

A jornalista Monica Yanakiew, da Al Jazeera em inglês, acompanhou, em novembro, a equipe de Bruno e voluntários de várias aldeias sobre indícios da pesca ilegal na região. Em entrevista ao Fantástico, ela disse que o indigenista pediu para não aparecer por causa das ameaças que sofria.

POR G1

Última atualização em 20/06/2022 11:25

Parte das provas da atuação criminosa, Bruno Araújo Pereira estava ajudando a recolher. Em novembro do ano passado, Bruno descia o mesmo trecho do rio onde seria morto. No barco, voluntários de várias aldeias. Ele já havia deixado a Funai, numa licença sem vencimentos. O trabalho era treinar os indígenas para patrulhar o território.

Parte das provas da atuação criminosa, Bruno Araújo Pereira estava ajudando a recolher. Em novembro do ano passado, Bruno descia o mesmo trecho do rio onde seria morto. No barco, voluntários de várias aldeias. Ele já havia deixado a Funai, numa licença sem vencimentos. O trabalho era treinar os indígenas para patrulhar o território.

Monica Yanakiew: o Bruno pediu para não aparecer na reportagem, porque ele não é uma pessoa querida lá, pelos infratores, pelos garimpeiros, pelos pescadores ilegais. E ele estava sendo ameaçado.

A equipe da Al Jazeera registrou o momento em que os vigilantes se aproximaram do barco de Amarildo, o hoje assassino confesso de Bruno e Dom.

Dois meses antes de Bruno ser assassinado, a Univaja, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari, denunciou esse esquema para a Funai e para a Força Nacional baseada em Tabatinga.

O documento aponta Amarildo como o comandante de um esquema de seis pescadores ilegais que andavam armados com espingardas de caça calibre 16.

Em novembro do ano passado, o relatório da primeira missão do vigilantes já apontava a gravidade da situação. Eles encontraram munição, material de caça e pesca e chegaram a apreender um pescador dentro da terra indígena. Ele foi levado para a Funai, que o liberou em apenas 20 minutos.

O relatório dos vigilantes foi apresentado ao Ministério Público e Polícia Federal. E a partir dele uma grande operação foi planejada. Teria a participação também das Forças Armadas, Força Nacional, Ibama e Funai – para combater a rede de crimes no Vale do Javari.

A operação tinha até nome e data, no começo de março, mas toda a estrutura foi deslocada de última hora para outra operação, também importante: a de combate ao garimpo que contamina as águas do Rio Tapajós. A operação do Vale do Javari foi então adiada, e ainda não aconteceu.

Ligação de pesca ilegal e tráfico de drogas na fronteira da Amazônia pode ajudar a responder quem mandou matar Bruno e Dom.

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