“Não era de facção, era um pai de família”, diz viúva de motorista de app morto enquanto trabalhava

Por REDAÇÃO CONTILNET 29/11/2022 às 19:51 Atualizado: há 3 anos

O enterro do motorista de aplicativo José Francisco Rodrigues das Chagas, de 31 anos, que foi morto a golpes de faca na madrugada da última segunda-feira (28), foi marcado por emoção e também por revolta dos amigos e familiares com a situação da insegurança.

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José Franscisco havia sido chamado por aplicativo para realizar uma corrida na noite do domingo (27) e seu corpo foi encontrado horas depois, no final da estrada Jarbas Passarinho, no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco.

O jovem, que era funcionário da empresa Telemont, prestadora de serviços de telefonia, fazia corridas por aplicativo nas horas vagas para complementar a renda. No enterro, um colega de trabalho falou emocionado sobre Francisco, veja:

A filha de José Francisco, Letícia, de 8 anos, também compareceu ao velório e ficou vários minutos ao lado do caixão se despedindo do pai. A criança estava visivelmente emocionada.

A esposa do jovem morto, Fabíola da Cruz, não se conteve ao ver o esposo no caixão. Muito emocionada, repetia que não sabia o que seria da vida dela sem o rapaz. Posteriormente, à reportagem do ContilNet, a esposa pediu por mais segurança para os trabalhadores de aplicativos e fez um apelo: “Meu marido não era de facção, não era acerto de contas. Ele era um homem bom e trabalhador, um pai de família, parem de falar essas coisas”.

Erison Martins, colega de trabalho de José Francisco na Telemont, também lamentou a perda. “Ele era um bom funcionário, e eu sempre falo que quem é um bom funcionário é um bom pai e um bom filho. A gente perde um ótimo ser humano, um funcionário exemplar e uma pessoa de coração gigante. Esta bem difícil conviver com a insegurança. Nós que somos trabalhadores que precisamos entrar nos bairros, sentimos muito insegurança. Clamamos por justiça e mais segurança”, disse.

"Não era de facção, era um pai de família", diz viúva de motorista de app morto enquanto trabalhava

Erison Martins era colega de trabalho de José Francisco na Telemont/ ContilNet

Outro colega de Francisco, Regilson Sobreira, também falou sobre o amigo de trabalho. “Era uma pessoa alegre e prestativa. Vivia sempre sorrindo. A violência tá demais. A Segurança precisa fazer alguma coisa. Enquanto isso a violência continua e eu não sei onde vai parar”, lamentou.

"Não era de facção, era um pai de família", diz viúva de motorista de app morto enquanto trabalhava

Regilson Sobreira lamentou a perda do amigo de trabalho/ ContilNet

Veja outras fotos do enterro de José Francisco:

"Não era de facção, era um pai de família", diz viúva de motorista de app morto enquanto trabalhava

Foto ContilNet

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