VÍDEO: polĂ­cia desmonta QG bolsonarista no 4Âș BIS e prende manifestantes

Por MARIA FERNANDA ARIVAL, DO CONTILNET 09/01/2023 Ă s 14:37 Atualizado: hĂĄ 3 anos

ApĂłs a decisĂŁo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que exigiu o afastamento do governador do Distrito Federal e o desmonte dos acampamentos bolsonaristas do paĂ­s, as forças de segurança pĂșblica foram atĂ© a regiĂŁo do 4Âș BatalhĂŁo de Infantaria e Selva (BIS), no bairro Bosque, para desmontar o acampamento.

A PolĂ­cia Militar, PolĂ­cia Civil e a Força Nacional estĂŁo no local e isolaram as ruas prĂłximas Ă  regiĂŁo. Os moradores estĂŁo impedidos de entrar na rua por conta da obstrução da polĂ­cia, sendo os agentes das forças de segurança os Ășnicos com acesso ao local.

VÍDEO: polĂ­cia desmonta QG bolsonarista no 4Âș BIS e prende manifestantes

Foto: ContilNet

Gabriela, uma das cozinheiras que estava no acampamento em frente ao 4Âș BIS, conta que ainda neste domingo (8), foi visto na televisĂŁo que os policiais iriam invadir todos os “QGs”, a mando do presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva (PT) para prender todos. “Infelizmente, a gente nĂŁo estava agredindo ninguĂ©m, estĂĄvamos defendendo nosso direito, inclusive, nossos colegas foram presos”, diz.

No início da tarde desta segunda-feira (9), manifestantes foram conduzidos para a sede da Polícia Federal em Rio Branco em um Înibus da Polícia Militar. Ainda não hå informaçÔes de quantas pessoas foram conduzidas para a PF.

Segundo Gabriela, os manifestantes nĂŁo esperavam que as forças de segurança pĂșblica fossem atĂ© o acampamento para desmontar o QG dos bolsonaristas em frente ao 4Âș BIS. “Estamos aqui hĂĄ 72 dias e nesse processo as pessoas quando podiam, uns vinham de manhĂŁ, outros Ă  tarde, e quem podia vir todos os horĂĄrios, vinha. A maioria aqui sĂŁo pessoas microempreendedoras. Estamos aqui a favor da nossa liberdade”, explica.

Financiamento

Nas redes sociais, circulam boatos de que os acampamentos estavam sendo financiados por empresĂĄrios de cada cidade. No Acre, os boatos nĂŁo sĂŁo diferentes. Segundo Gabriela, isso nĂŁo Ă© verdade. “O povo que estĂĄ aqui, que vinham visitar, cada um contribui com o que podia, com R$2,00, R$50,00 ou R$20,00. NĂŁo tem financiador nenhum”, diz.

ApĂłs a decisĂŁo do ministro Alexandre de Moraes e a ação das forças de segurança pĂșblica, os manifestantes ainda nĂŁo sabem como vĂŁo prosseguir nos prĂłximos dias.

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