29 de maio de 2024

Vídeo: irmão de Virginia Fonseca debocha após ser denunciado pelo MP

Aos risos, William Gusmão publicou dois stories no Instagram falando, em inglês, que os biscoiteiros revivem e estão surgindo “do nada”

Irmão de Virginia Fonseca, William Gusmão posa de camisa social branca, óculos escuros e segurando um telefone celular - Metrópoles

Instagram/Reprodução

William Gusmão, irmão de Virginia Fonseca, parece não estar se importando com a denúncia feita contra ele pelo Ministério Público. Ao invés de comentar o caso, o empresário usou os stories do Instagram para debochar. Em dois vídeo, falando inglês, ele falou que os biscoiteiros revivem e surgindo “do nada”, mas não se pronunciou oficialmente. Vale lembrar que ele foi denunciado por importunação sexual contra Lilly Martins.

“Todos os loucos biscoiteiros estão de volta. Eles continuam revivendo o tempo todo. Eles continuam aparecendo, aparecendo, aparecendo”, começou ele, em outro idioma, enquanto chegava em casa.

Em seguida, William continuou zombando: “É inacreditável como os biscoiteiros e fofoqueiros não param de falar sobre isso. Eles continuam surgindo de todos os lados, saindo de lugar nenhum. Nós precisamos continuar fazendo isso, baby. Nós temos que fazer tudo o que for necessário. Assim, podemos continuar pegando nossos biscoitos. Você sabe o que eu quero dizer. É inacreditável”, afirmou, antes de dar uma gargalhada.

A denúncia

O caso envolvendo Lilly Martins e o irmão de Virginia Fonseca, William Gusmão, ganhou novos capítulos. O empresário se envolveu em uma grande confusão, em abril deste ano, com direito a acusações de importunação sexual. E esta colunista descobriu novidades sobre a situação e te conta agora.

O que antes nada mais era do que uma acusação criminal acabou de se tornar uma denúncia contra William, oferecida pelo Ministério Público. O MP entendeu que deve, sim, ser iniciado um processo para apurar e julgar o irmão de Virginia Fonseca.

No documento que a coluna teve acesso, consta que ficou claro que o empresário agiu de forma consciente e livre, e praticou contra a vítima, nesse caso Lilly Martins, o que o direito chama de “ato libidinoso”, querendo se satisfazer, por duas vezes.

Na ocasião, Lilly pediu para tirar uma foto e William Gusmão se aproveitou da situação para colocar as mãos dentro da calça da moça e passar as mãos em suas nádegas. Depois, no mesmo local, ele tornou a colocar a mão no interior das calças da vítima.

Já foram estipuladas as testemunhas que deverão prestar depoimento. O crime pelo qual William está sendo acusado é de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal. A pena para o delito é de reclusão, sendo mínima de um ano e podendo chegar a cinco anos.

Agora, o irmão de Virginia Fonseca deve ser citado para se defender dentro de um prazo de 10 dias. Foi determinada pelo MP a expedição da folha de antecedentes criminais de William, bem como a juntada dos depoimentos colhidos de forma extrajudicial.

Relembre o caso

A treta entre Lilly Martins e o irmão de Virginia Fonseca, William Gusmão, começou no início de abril, quando o influenciador foi filmado beijando e trocando carícias com a moça. O caso ganhou uma enorme repercussão, pois ele é casado com a influenciadora Mellody Barreto que, na época, estava grávida de seu primeiro filho com o empresário.

Depois das imagens viralizarem nas redes sociais, a esposa de William o defendeu e ele abriu um boletim de ocorrência contra Lilly, acusando-a de armar tudo. A moça, por sua vez, também foi à delegacia registrar o caso, mas saiu de lá acusada de falsa comunicação de crime.

Após ser acusada por ele de armar o “flagrante” do beijo entre ambos, Lilly resolveu rebater e ainda registrou o caso na polícia. Ela usou seus stories para afirmar que o empresário enfiou a mão em sua roupa e ainda saiu da festa acompanhado.

“Armação? Graças a Deus, eu estava numa festa e tem várias pessoas que estão me mandando mensagens dizendo que viram o ocorrido. E se tiver filmagem (câmera no evento), vai ver quantas vezes eu tirei sua mão de dentro da minha calça, onde o senhor estava pegando na minha b*nda. E se tiver câmera, vai mostrar também o senhor indo embora com uma moça, de roupa preta. Tá bom?”, disparou ela.

Em seguida, ela mostrou o Boletim de Ocorrência que fez contra ele por importunação sexual: “Dá a notícia certa, por favor. E a festa foi em Jussara, não em Goiânia. Eu não estou pedindo dinheiro pra ninguém, mas como você falou que eu estou errada, vem cá saber da história completa”, afirmou.

Dias depois, Lilly ainda revelou que recebeu uma mensagem oferecendo dinheiro para que ficasse calada: “Na tarde de hoje, eu recebi uma mensagem com a seguinte pergunta: ‘Você quer quanto?’. Ao abrir a mensagem, a pessoa apagou. Eu falei: ‘Não entendi sua mensagem’. Logo após, mandei para uma amiga que mora em Jussara (e perguntei): ‘Você conhece essa pessoa aí?’. Ela falou: ‘Sim, conheço. É filha de um vereador aqui de Jussara, por quê?”, começou.

Em seguida, a moça, que também é bombeira civil, seguiu contando o caso: “Eu relatei o que ela tinha falado e ela disse: ‘Uai. Ó, fulano (William Gusmão) estava na fazenda do pai dela. Ele postou, você viu os stories dele?’. Eu falei ‘não’! Aí, ela me mandou (os stories)”, detalhou, antes de continuar:

“Falei pra moça que não estava à venda. Ela curtiu meus áudios, e quando falei que sabia que ela era amiga do fulano e que ele estava lá, ela me bloqueou. Pois bem, quero dizer a essa moça que nem ela, nem ele, vai me comprar. Não estou à venda. Eu quero Justiça”, disparou Lilly.

Vítima se pronunciou

Vítima da importunação sexual cometida por William Gusmão, em abril, Lilly Martins revelou estar tranquila e aliviada porque a “Justiça começou a ser feita”. A moça conversou com a coluna, com exclusividade, após saber que o irmão de Virginia Fonseca foi denunciado pelo Ministério Público após colocar a mão dentro de suas calças, em abril.

Durante o bate-papo, Lilly relatou que há alguns dias começou a ter certeza de que tudo seria resolvido: “Dia 14 agora, eu tive um encontro com Deus, onde Deus falava que por esses dias ele ia estar me honrando, que não era mais pra eu me preocupar nem chorar. Ontem [quarta-feira, 27/9], quando eu recebi a notícia que ele [William Gusmão] foi denunciado pelo Ministério Público, eu só olhei pro céu e falei ‘é tu, né, Deus? Tu tá me horando’”, começou a moça.

A bombeira civil contou que sempre teve esperança de que seu agressor seria denunciado, mas esse sonho que teve lhe deu mais forças: “Eu sempre tive Deus no meu coração. E no dia que tive o encontro com Deus, ele só me deu mais uma certeza porque ele sabe das noites que eu venho passado, de tudo o que tô passando”, desabafou.

Logo depois, Lilly lembrou dos ataques que sofreu por parte de William: “Ele acabou com a minha imagem, me fez de doida, de biscoiteira, de interesseira. Ele acabou comigo nas redes sociais. Tô me sentindo honrada por Deus”, afirmou, antes de completar:

“Já em relação ao senhor William, eu sei que a Justiça só está começando e Deus vai cuidar de tudo. Hoje eu tenho a sensação de paz, hoje posso dormir tranquila porque sei que a Justiça vai ser feita”, disse.

No fim da entrevista, ela lembrou como foi sua reação ao saber da denúncia: “Quando o advogado me deu a notícia, eu gritei, chorei. Liguei pra minha mãe, porque ela e minha família vêm sofrendo junto comigo. Falei ‘mãe, Deus nos honrou’. Essa é apenas uma vitória, porque virão outras por aí. O que estou sentindo hoje é tranquilidade, sensação de dever cumprido”.

Em contato com a coluna, o advogado de Lilly, Iago Araújo dos Santos, contou quais são os próximos passos a partir de agora: “Temos que aguardar a denúncia ser recebida pelo juiz. Após esse recebimento, vou poder me habilitar, oficialmente, como assistente da acusação, como advogado da vítima”, explicou.

Em seguida, o representante legal da jovem continuou: “A importância de me tornar assistente da acusação é que, assim, terei autonomia e legitimidade por lei pra fazer certos pedidos. Isso significa que, apesar da promotora ser 100%, poderemos fazer muito mais coisas sem precisar incomodar o Ministério Público”, detalhou.

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