Defesa de PMs acusados de matar enfermeira durante perseguição pede apreensão das armas dos envolvidos

A defesa pede ainda que seja oficiado o Comandante da Polícia Militar da Comarca de Capixaba para disponibilizar cópia do livro de cautela de armas

Por Matheus Mello, ContilNet 17/01/2024 às 10:03 Atualizado: há 2 anos

O ContilNet teve acesso com exclusividade a um pedido feito pela defesa dos policiais do Gefron, Cleonizo Marques Vilas Boas e Gleyson Costa, acusados de matar a enfermeira Géssica Melo de Oliveira, de 32 anos. Ela foi atingida por dois disparados durante uma perseguição na BR-317, em Capixaba, no dia 02 de dezembro do ano passado.

Defesa de PMs acusados de matar enfermeira durante perseguição pede apreensão das armas dos envolvidos

Géssica foi morta em dezembro de 2023, durante uma perseguição em Capixaba/Reprodução

No pedido, o advogado dos dois policiais, Matheus Moura, solicita que as armas de todos os policiais militares envolvidos na perseguição e dos policiais rodoviários federais, que também participaram da ocorrência, sejam apreendidas para a realização de exame de balística.

De acordo com a defesa, havia uma guarnição da PMAC oriunda da Comarca de Capixaba, município onde ocorreu a perseguição, que foi a responsável por iniciar o acompanhamento em desfavor da vítima.

“Ressalta-se que a imprescindibilidade de periciar as armas dos demais policiais envolvidos é de extrema importância, pois, será verificado se houve mais disparos além dos 05 (cinco) supostamente realizados pelos investigados. Ademais, é importante mencionar que os investigados só iniciaram a perseguição após a guarnição da PMAC de Capixaba já ter perseguido por mais de 30 (trinta) quilômetros anteriormente”, alegou a defesa.

Além disso, a defesa pede ainda que seja oficiado o Comandante da Polícia Militar da Comarca de Capixaba para disponibilizar cópia do livro de cautela de armas do dia 02.12.2023, data da morte de Géssica, no prazo de 03 dias. O advogado fez o mesmo pedido à Superintendência da Polícia Rodoviária Federal do Acre para disponibilizar cópia do livro de cautela de armas.

O pedido da defesa surge logo após o delegado responsável pelo caso, Rômulo Barros, afirmar que vai pedir à Justiça a prorrogação do prazo para as investigações.

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Géssica teve um pulmão e o estômago atingidos por dois tiros. Os sargentos da Polícia Militar, Gleyson Costa de Souza e Cleonizio Marques Vilas Boas, envolvidos no caso, foram presos no dia 2 de dezembro.

Mais de 20 pessoas, entre parentes, policiais e outros envolvidos foram ouvidas na investigação. Foram solicitadas, ainda, perícias e oitivas. Após concluído o inquérito, será enviado ao Judiciário.

Ainda em dezembro, os sargentos tiveram um pedido de soltura negado. Os dois seguem presos no Batalhão Ambiental, em Rio Branco. O julgamento deve acontecer entre o final de janeiro e início de fevereiro.

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