20 de abril de 2024

Fuga de acreanos em presídio no RN vira prato cheio para a oposição ao Governo Lula

Com ataques ao presidente Lula, deputados anuciam convocação do ministro da Justiça

A fuga de dois presidiários acreanos – Rogério da Silva Mendonça (o Tatu) e Deibson Cabral Nascimento (o Deisinho) – do presídio federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (14), viraram um problema político para o Governo e parlamentares de oposição ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva fizeram a festa. 

Com consequência disso, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, deve ser convocado à Câmara para explicar as fugas aos deputados, mesmo a parlamentares que estão sob suspeita e investigação da Polícia Federal, como é o caso de Alexandre Ramagem.

Acreanos foram os primeiros da história do Brasil a escaparem de um presídio federal/Foto; montagem

O presídio de Mossoro é um dos cinco de segurança máxima do Brasil e esta foi a primeira fuga ocorrida na história do sistema de presídios diferenciados e de segurança máxima. O sistema federal tem presídios de segurança máxima em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF).

Os acreanos estavam no Rio Grande do Norte desde o ano passado após liderarem uma rebelião no presídio de segurança máxima Antõnio Amaro, em Rio Branco, que deixou mortos cinco membros de facção rival (Bonde dos 13), três degolados – os fugitivos são do Comando Vrmelho (CV).

Um dos críticos do governo pela fuga foi Alexandre Ramagem, deputado do PL do Rio de Janeiro, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a seus filhos e que é investigado pela Polícia Federal por suspeita de ter ajudado a monitorar ilegalmente autoridades e jornalistas enquanto esteve à frente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). 

No seu perfil no X (antigo Twitter), o parlamentar disse que o caso denotava uma “destruição do país” em curso no atual governo “enquanto a militância aplaude perseguições políticas”, em alusão clara aos mandados de busca e apreensões feitas contra o ex-presidente e a seus auxiliares”, escreveu. 

Já o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) afirmou, também pelas redes sociais, que a fuga é “o exato retrato do caos que virou a segurança pública do Brasil”. Ele disse ainda que vai cobrar todas as informações e apuração a respeito do caso por meio da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados em que é presidente. O deputado  disse que convocará o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para prestar esclarecimentos.

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