Obra de professor do Ifac está entre os finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico 2025

Livro finalista no Jabuti propõe nova visão sobre a Amazônia a partir das lutas dos povos tradicionais

A produção intelectual desenvolvida no Acre ganhou destaque nacional. O professor Anselmo Gonçalves da Silva, do campus Xapuri do Instituto Federal do Acre (Ifac), teve seu livro selecionado como um dos finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico 2025. A informação foi divulgada nesta terça-feira (22) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Intitulada “Que é Reserva Extrativista?: uma homolo-crítica conceitual – pela (re)emergência de projetos ontológicos amazônicos”, a obra propõe uma abordagem crítica e aprofundada sobre o conceito de reserva extrativista, reunindo análises epistemológicas, políticas e históricas sobre esse modelo de preservação originado na Amazônia.

A obra propõe uma abordagem crítica e aprofundada sobre o conceito de reserva extrativista/Foto: Reprodução

O prêmio, criado em 2024, busca valorizar produções acadêmicas nas áreas científicas, técnicas e profissionais, reconhecendo pesquisas de excelência desenvolvidas em instituições brasileiras. O livro, publicado pela Editora Dialética, se destaca por partir da realidade amazônica para propor reflexões que dialogam com o futuro das populações tradicionais e seus territórios.

Anselmo ressalta que a indicação vai além do mérito pessoal. “Estar entre os finalistas do Jabuti Acadêmico não é apenas um reconhecimento individual, mas também da importância científica e social da pesquisa que vem sendo realizada no Ifac e no Acre”, afirmou ao agazeta.net.

O livro, publicado pela Editora Dialética, se destaca por partir da realidade amazônica/Foto: Reprodução

O Acre, que abriga algumas das primeiras reservas extrativistas do Brasil – como a Reserva Chico Mendes e a do Alto Juruá – tem papel fundamental na origem dessa proposta de conservação ambiental aliada ao uso sustentável dos recursos naturais pelas comunidades locais. Hoje, o país contabiliza 98 reservas desse tipo, que somam mais de 15 milhões de hectares.

A cerimônia de entrega dos prêmios está marcada para o dia 5 de agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Os vencedores de cada categoria receberão uma estatueta do Jabuti e o prêmio de R$ 5 mil.

*Com informações de agazeta.net.

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